A Sagração da Primavera com o Balé da Cidade de São Paulo retorna em abril ao Municipal

2 de abril de 2019 Artes e Cultura
A Sagração da Primavera com o Balé da Cidade de São Paulo retorna em abril ao Municipal

A Sagração da Primavera com o Balé da Cidade de São Paulo retorna em abril ao Municipal

Criação é do diretor artístico da companhia Ismael Ivo; Composição de Igor Stravinsky será executada pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Bailarinos executam uma coreografia que remete ao primitivo, mas ao mesmo tempo sensual, embalados pela música intensa e tribal de Stravinsky. Foto: Fabiana Stig

O espetáculo que marcou o cinquentenário do Balé da Cidade de São Paulo retorna em 2019. A Sagração da Primavera estreia mais uma temporada com oito apresentações. A primeira apresentação acontece no dia 4 de abril às 20h. As sessões ainda ocorrem nos dias 5,6,11,12,13, à 20h, e nos domingos, 7 e 14, às 18h. Os ingressos custam entre R$ 12 a R$ 80. A classificação indicativa do espetáculo é 14 anos.

A ideia e o conceito geral é do diretor artístico da companhia Ismael Ivo e Marcel Kaskeline que também assina a cenografia do espetáculo. A composição de Igor Stravinsky será executada pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Na regência, se revezam o maestro titular da OSM Roberto Minczuk (4, 5, 6 e 7) e o regente convidado Wagner Polistchuk (11,12,13 e 14). Figurinos de Gabriele Frauendorf e iluminação de Marisa Bentivegna.

Em sua montagem original, A Sagração da Primeira, trata do ritual ao deus da primavera. A composição de Igor Stravinsky, coreografada por Vaslav Nijinsky, teve uma estreia tumultuada em 29 de maio de 1913 no Théâtre des Champs-Elysées, em Paris, quando desafiou as convenções estéticas devido a uma música ritmicamente complexa e uma coreografia provocante.

A produção que reestreia no Theatro Municipal se distancia da montagem original ao propor uma reflexão atual das questões ambientais. Em todo o espetáculo, pétalas de rosa cairão. O fluxo se intensifica à medida que a Sagração se desenvolve. “A beleza que se introduz com uma suave chuva de pétalas, dá lugar a uma tempestade, num delírio incessante e incontrolável. Os bailarinos passam a ter muita dificuldade para dançar e o que era bonito, vira uma tortura. Funciona como uma metáfora e uma forma de alarme ao desequilíbrio das condições ambientais”, afirma Ismael Ivo. Ao todo, são 650 mil pétalas artificiais revestidas de veludo que caem e enchem de beleza o palco do Theatro.

Os bailarinos executam uma coreografia que remete ao primitivo, mas ao mesmo tempo sensual, embalados pela música intensa e tribal de Stravinsky. “Tivemos o Gustav Mahler que usou uma orquestração enorme, mas o Igor Stravinsky levou isso a uma outra dimensão, porque além da quantidade de músicos, tem a variedade de instrumentos que utiliza, como as tubas wagnerianas. Isso porque ele quis criar uma sonoridade ultra-agressiva, que soasse moderna, inovadora, jamais ouvida antes para fazer referência a um sacrifício”, explica o maestro Roberto Minczuk.

Prólogo

No prólogo dos espetáculos, os bailarinos executam uma performance ao som de Fire and Frost Pattern, de Andreas Bick, por 15 minutos. Por meio da composição, é possível ouvir sons que remetem a atividades vulcânicas e degelo.

Os ingressos para A Sagração da Primavera variam de R$ 12 a R$ 80. A classificação indicativa do espetáculo é 14 anos.

O Balé da Cidade de São Paulo completou 50 anos em 2018. A temporada comemorativa com espetáculos em homenagem ao Caetano Veloso, David Bowie, além da Sagração da Primavera e apresentações no Theatro Municipal de São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, Auditório Ibirapuera, foi um enorme sucesso de público com cerca de 40 mil pessoas presentes. Para 2019, a companhia já está iniciando a montagem de um espetáculo inédito com estreia ainda no primeiro semestre.

Serviço:

ABRIL

Quinta-feira, 04, às 20h
Sexta-feira, 05, às 20h
Sábado, 06, às 20h
Domingo, 07, às 18h

Quinta-feira, 11, às 20h
Sexta-feira,12, às 20h
Sábado,13, às 20h
Domingo, 14, às 18h

 

A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA   

Balé da Cidade de São Paulo      

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Balé da Cidade de São Paulo

O Balé da Cidade de São Paulo foi criado em 7 de Fevereiro de 1968. Inicialmente com a proposta de acompanhar as óperas do Theatro Municipal e se apresentar com obras do repertório clássico, teve Johnny Franklin como seu primeiro diretor artístico. Em 1974, sob a direção Antonio Carlos Cardoso, a companhia assumiu o perfil de dança contemporânea, que mantém até hoje. Em todos esses anos, o repertório se definiu com um celeiro de novos vocábulos de dança, inovação de movimento e criação de novas expressões artísticas.

Abrigou um corpo de solistas qualificados que com coreógrafos de alta qualidade marcaram uma época. Suas criações se destacam como inéditas e foram apresentadas com grande sucesso na plataforma nacional e internacional. A bem-sucedida carreira internacional da companhia teve início com a participação na Bienal de Dança de Lyon, França, em 1996. Desde então suas turnês europeias têm sido aclamadas tanto pela crítica especializada quanto pelo público de todos os grandes teatros onde se apresenta.

A longevidade do Balé da Cidade de São Paulo, o rigor e padrão técnico do elenco e equipe artística, atraem os mais importantes coreógrafos brasileiros e internacionais, interessados em criar obras para seus bailarinos e artistas. Atualmente, a companhia tem como diretor artístico o bailarino e coreógrafo Ismael Ivo que também é fundador, diretor e conselheiro do Festival ImPulsTanz, de Viena.

 

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