Albatroz – PROJETOS AMBIENTAIS OFERECEM OPORTUNIDADE PARA PROFISSIONAIS DAS MAIS DIVERSAS FORMAÇÕES

É o caso do Projeto Albatroz, que pode contar em sua estrutura de trabalho com profissionais de 18 áreas.

Uma grande variedade de profissionais pode encontrar oportunidades em projetos de conservação ambiental com seu conhecimento teórico, experiências e repertório pessoal, mesmo não sendo um pesquisador ou acadêmico da área.

A atual estrutura do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, é um exemplo disso. A instituição, que desde 1990 atua na conservação das aves oceânicas (albatrozes e petréis), se divide em quatro grupos, que realizam as tarefas do dia a dia de acordo com sua expertise:

A área técnica beneficia-se do trabalho de especialistas nas áreas de Biologia, Biologia Marinha, Oceanografia, Oceanologia, Engenharia Ambiental e Ciências do Mar; o setor administrativo fica a cargo de três carreiras específicas, Gestão de Projetos ou Ambiental e Administração; na Comunicação contribuem graduados em Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Moda, Rádio e TV, Design e, por fim, a seção de Educação Ambiental possui na Biologia, Pedagogia, Psicologia e Educação Física importantes campos de estudo para desenvolver atividades para a assimilação do conteúdo por crianças e adultos, mas abraça todos os 18 cursos e até mesmo quem não tem graduação. Qualquer pessoa pode contribuir na área de Educação Ambiental, auxiliando na realização de atividades e palestras.

Como é difícil encontrar todas as atribuições necessárias em apenas um tipo de profissional, dividimos as tarefas e buscamos pessoas capacitadas para desenvolver cada uma delas com toda a eficiência possível”, comenta Carolina Matos, gerente administrativa financeira do Projeto Albatroz.”

A atuação de cada área no dia a dia do Projeto Albatroz

Técnica: É formada por pesquisadores que trabalham em conjunto com pescadores e o poder público para fortalecer uma rede de cooperação em prol da redução da captura de albatrozes e petréis pela frota de barcos de pesca de espinhéis no Brasil. Os técnicos visitam pontos de descarga pesqueira e empresas de pesca a fim de capacitar os pescadores sobre as medidas mitigadoras existentes, embarcam para pesquisar e coletar informações sobre padrões de captura de aves com ajuda do relato dos trabalhadores pesqueiros e realizam ações de Educação Ambiental. Com base nos dados coletados e parcerias internacionais, produzem estudos científicos de relevância nacional e internacional.

Educação Ambiental: Compartilham de forma simples o conhecimento da organização sobre os animais e o meio ambiente com o público em geral, desde crianças e jovens a gestores empresariais, por meio de eventos, oficinas e palestras. O objetivo é sensibilizá-los sobre a situação de extinção da vida dos animais marinhos para que atuem como protetores da natureza, assim como formar lideranças potencializadoras da mensagem do Projeto.

Administrativo: Neste setor, os profissionais do Projeto Albatroz realizam as movimentações financeiras da instituição, cumprem funções de recursos humanos, planejam a logística de viagens/transporte e também providenciam a compra de materiais de apoio e bens do Projeto. São responsáveis pela prestação de contas a todos os patrocinadores. Apoiam decisões da diretoria da instituição.

Comunicação: Traduzem o conhecimento científico da instituição de forma criativa por meio de conteúdo personalizado, apresentando as aves oceânicas e as ações do Projeto para diferentes formatos de veículos e mídias digitais próprias ou de terceiros, por meio da assessoria de imprensa. Toda a comunicação visual/institucional é zelada por esses profissionais, que visam padronizar sua imagem e identidade. Dessa maneira, desenvolvem peças publicitárias e materiais que promovam o albatroz, assim como ações de marketing para eventos. Também é um dos principais setores responsáveis pela formulação de propostas e atendimento a patrocinadores e pela promoção de ações de captação de recursos da instituição.

Por que conservar albatrozes?
Por ano, cerca de 300 mil aves marinhas são capturadas no mundo. Um terço delas são albatrozes e petréis. No Brasil estima-se que 4 mil animais dessas espécies sejam capturados incidentalmente pela pesca de espinhel por ano. Das 10 espécies de albatrozes que ocorrem no Brasil, nove estão ameaçadas de extinção. No mundo, um albatroz morre a cada 5 minutos.

Projeto Albatroz
Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz, mantido pelo Instituto Albatroz – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que trabalha em parceria com o Poder Público, empresas pesqueiras e pescadores.

A principal linha de ação do Projeto é o desenvolvimento de pesquisas para subsidiar políticas públicas e a promoção de ações de educação ambiental junto aos pescadores e às escolas.

O resultado deste esforço tem se traduzido na formulação de medidas que protegem as aves, na sensibilização da sociedade quanto à importância da existência dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e no apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas aves no Brasil.

Atualmente, o Projeto mantém bases nas cidades de Santos (SP), Itajaí (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS) e Cabo Frio (RJ).

Mais informações: www.projetoalbatroz.org.br.

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