Carolina Stofella nasce uma estrela pronta para brilhar em cena.

Carolina Stofella celebra a conquista de grandes produções este ano.

Natural de Florianópolis, Carolina Stofella, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 20 anos para estudar teatro. Estreou nos palcos cariocas no seu último ano na CAL, uma das escolas de artes dramáticas mais importantes do Brasil, e nunca mais parou. “Sempre quis ser atriz. Não me lembro de pensar em ser outra coisa. Corri muito atrás das oportunidades. Nunca fiquei esperando. É uma felicidade enorme poder exercer a minha vocação.”

Este ano Carolina estreou o drama ALICES, em Florianópolis antes de iniciar a temporada carioca. Um projeto idealizado pela também catarinense Mitzi Evelyn, com direção do Leo Gama. Ao mesmo tempo estava em cartaz em São Paulo com “Enquanto as crianças dormem”, um antimusical tragicômico, com direção de Dan Rosseto.

“Foi uma loucura! Ensaiei a metade da semana em São Paulo e a outra metade no Rio. Foram três meses de total dedicação ao trabalho. Foco e disciplina redobrados. As personagens e os processos de ensaio foram intensos e completamente diferentes. Meus colegas de elenco me deram muita força. Foram extremamente generosos.”

Ambas as produções tiveram sucesso de público e crítica e os projetos futuros estão bem encaminhados. O espetáculo “A Antessala”, que estreou no Rio de Janeiro em 2015 com lotação esgotada durante dois meses, está em fase de captação para uma nova temporada na capital paulista.

Carolina, que também integrou o elenco de “Histórias Íntimas”, longa metragem vencedor de melhor Doc. Drama no Los Angeles Brazilian Film Festival, tem mais projetos em andamento. “ Estou sempre querendo aprender mais. Comecei a fazer sapateado e estou adorando. Acho lindo!”

Batemos um papo com a atriz que contou mais sobre sua carreira, peças e planos.

Ponto Jovem (PJ): Como começou sua carreira de atriz?

Carolina Stofella (CS): Eu não me lembro de pensar em outra profissão. Desde criança eu falava que queria ser artista. Não sei de onde veio isso, mas sempre foi uma vontade muito forte. Ficava sonhando com o momento de sair de casa e ir atrás do meu sonho.

PJ: Como foi a sua trajetória?

CS: Sou de Florianópolis. Aos vinte anos eu pedi transferência da minha faculdade de Turismo de Santa Catarina para o Rio de Janeiro. Eu não conhecia nada, fui com uma mala, meus sonhos e muita coragem. Era tudo mais difícil… Não tinha internet, celular… Eu tinha que combinar um horário pra ligar pra minha mãe pra dar notícias! No Rio entrei para CAL, escola de artes dramáticas. Assim que me formei entrei para o elenco da peça “Viagem ao centro da Terra”, uma produção do Marcelo Serrado. Depois fiz teste para “Endependência”, um espetáculo de João Brandão onde tive o prazer de dividir o palco com Leandro Hassum e continuei fazendo teatro. Em 2006 resolvi voltar à Florianópolis para fazer um MBA em Marketing. Foi ótimo, mas sentia muita falta do teatro e retornei à carreira de atriz. Percebi que não conseguia viver sem isso. Então, recebi um convite para fazer “Uma Sociedade” no Rio e logo depois “A Antessala’, de Ana Paula Bez e na cidade de São Paulo fui fazer a comédia “A Banheira”.

PJ: Em “A Antessala” sua personagem era filha da Shirley, interpretada por Joana Fomm. Como foi dividir o palco com ela?

CS: Uma honra! Joana tem muitas histórias sobre a vida, a profissão, sobre a luta do teatro na época da ditadura; como enfrentaram tudo com tanta garra e coragem. São histórias incríveis. Ela é uma atriz maravilhosa e divertida. Chegava mais cedo ao teatro para conversar com ela. Joana se tornou uma amiga muito querida.

PJ: Este ano você ficou em cartaz com duas peças simultaneamente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Como foi este desafio?

CS: Foi uma loucura! Alices era um projeto que estava em fase de captação de patrocínio há cinco anos e acabou acontecendo junto com “Enquanto as crianças dormem”.

Eu já tinha um amor imenso pelos dois projetos e pelas duas personagens, que eram tão diferentes e tão maravilhosas. Fiz o máximo para dar conta de tudo.

Ensaiei de segunda a quarta pela manhã em São Paulo e de quarta a domingo à noite no Rio. Precisei me dedicar em dobro. Muito foco para estar cem por cento presente em cada processo. Tive muito apoio em casa, dos meus colegas de elenco e dos diretores Leo Gama e Dan Rosseto. E o resultado não poderia ter sido melhor. Fiquei extremamente feliz.

PJ: Quais são os desafios da carreira?

CS: É uma profissão deliciosa, mas muito difícil. Muito instável. Você tem que lidar com muitos “nãos”. Em alguns momentos você se sente muito sozinho na batalha. É como se só você ainda acreditasse que é capaz, que pode dar certo.

Vi colegas talentosíssimos desistirem. Sou imensamente grata por estar sempre no palco. Tive muitas oportunidades e pessoas que acreditaram em mim.

PJ: Você tem uma carreira sólida no teatro.  O que o teatro significa em sua vida?

É o meu lugar! Teatro é vivo e é aonde me sinto viva. Plena! Gosto de tudo que envolve o teatro. A união e a garra pra levantar um espetáculo. É lindo ver tanta gente envolvida acreditando num projeto; vibrando para que saia do papel e se torne realidade. E tem o público que sai de casa pra assistir aquela história que estamos contando com tanta vontade e amor. E esse encontro é mágico. O teatro tem essa magia.

PJ: Já fez cinema?

CS: Fiz alguns curtas do Felipe Sassi e um longa metragem com direção do Julio Lellis e do Breno Pessurno e foi o bastante pra me apaixonar pelo cinema. Que experiência maravilhosa, tanto tempo de preparação e cuidado. Quero fazer mais.

PJ: O que gosta de fazer nos momentos de lazer?

CS: Viajar é sempre a melhor opção. Sou sagitariana, tenho rodinha nos pés! No dia a dia adoro ir ao cinema, teatro, ler… Também sou viciada em séries. Encontrar meus amigos pra bater papo e rir muito. Tem coisa melhor do que rir?

PJ: Quais são seus planos?

CS: “Enquanto as crianças dormem” terá uma nova temporada em São Paulo. Acredito que “A Antessala”  volte para os palcos no ano que vem. Eu e Carol Hubner, minha amiga e parceira de cena em “A Banheira” e “Enquanto as crianças dormem” estamos lendo alguns textos. Quem sabe uma comédia?

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