Começa a operar no país a primeira fintech de empréstimo entre pessoas aprovada pelo BC

29 de janeiro de 2020 Negócios & Empreendedorismo
Começa a operar no país a primeira fintech de empréstimo entre pessoas aprovada pelo BC

Começa a operar no país a primeira fintech de empréstimo entre pessoas aprovada pelo BC

Sem lucrar com juros, o Bullla inaugura um novo mercado, permitindo maiores ganhos para quem investe e menor custo para quem precisa de crédito

A primeira plataforma do país que permite o empréstimo direto entre pessoas, sem intermediação bancária, está oficialmente no ar. Aprovada pelo Banco Central em setembro de 2019, a fintech Bullla é a primeira a operar no formato SEP (Sociedade de Empréstimo entre Pessoas), possibilitando aos tomadores de empréstimos acesso a taxas mais atrativas do que as disponíveis atualmente no mercado e, aos investidores, a possibilidade de melhores retornos.

Como ocorre em aplicativos de transporte ou locação de imóveis, como o Airbnb, o Bullla segue o modelo de relacionamento direto entre pessoas, conhecido no mundo da tecnologia pelo termo em inglês “peer to peer”. Por isso, operadores do mercado já enxergam a plataforma como o “Uber” do mercado financeiro.

Nele, quem precisa, consegue solicitar empréstimos com as melhores taxas para o seu caso, já que a avaliação é individual. Para poder participar basta que os interessados não estejam com restrições financeiras no mercado. Quando os dois lados se encontram e concordam, o match ocorre e a transação é feita. Todos os juros pagos pelo tomador vão diretamente para o investidor, eliminando o spread bancário do mercado tradicional.

O aplicativo já está disponível para download nas lojas da Apple e Android, e as transações também podem ser realizadas no site www.bullla.com.br. Lá os usuários podem fazer simulações para entenderem as possibilidades e benefícios que a plataforma oferece.

Sem intermediação bancária

Diferentemente de outras plataformas que existem no mercado, o Bullla é o único que não possui uma instituição financeira intermediando e formalizando os empréstimos entre pessoas. A plataforma é, em si, a instituição financeira – e não lucra com juros. A remuneração do negócio acontece pelo pagamento do serviço de análise de crédito, busca de investidor e formalização dos contratos.

Em seu processo pioneiro, viável graças à mudança nas normas do Banco Central, o aplicativa ajuda a avaliar aqueles interessados em empréstimo e conectá-los a investidores que tenham poupança e buscam uma rentabilidade maior.

Os interessados em obter empréstimo são classificados conforme um rating (AAA até C), e o investidor pode escolher para que perfil de tomador ele deseja emprestar. Os valores para concessão do empréstimo variam entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, em até 12 parcelas.

Marcelo Villela, co-fundador do Bullla, possui uma trajetória consolidada e reconhecida no mercado financeiro como ex-presidente da Losango e ex-diretor do Bradesco e HSBC. Com o novo modelo de negócio, viu a possibilidade de inovar, empoderando as pessoas para a construção de uma comunidade em torno de seus interesses financeiros. “Estamos criando um mercado completamente novo, tendo as pessoas como protagonistas”, afirma Villela.

Segundo ele, assim como já ocorreu em países como EUA e Inglaterra, o modelo deverá crescer rapidamente, em um mercado estimado de R$ 300 bilhões.


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