Educação a distância tende a crescer no Brasil

17 de julho de 2019 Educação e Tecnologia
Educação a distância tende a crescer no Brasil

Educação a distância tende a crescer no Brasil

Segundo estudo recente da ABED, essa modalidade de ensino registrou 7.773.828 matriculados e os que mais ampliaram número de alunos são os de curso superior e pós-graduação.

O preconceito contra a educação a distância parece estar com os dias contados. Desde quando entrou em vigor a nova regulamentação da EAD no Brasil, em maio de 2017, que permite que as instituições de ensino superior ampliem a oferta de cursos superiores de graduação e pós-graduação a distância, observou-se um grande aumento pela procura por essa modalidade de ensino em todo o País. De acordo com censo EaD.br, realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), 2017 registrou crescimento recorde com 7.773.828 matriculados. E os cursos que mais ampliaram o número de alunos são os de nível superior e de pós-graduação.

Tendência confirmada em estudo realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), onde mostrou que enquanto o ensino presencial registrou queda nas matrículas, a EAD apresentou um crescimento de 17,6% de 2016 para 2017. Segundo especialistas em educação, o crescimento do EAD se deve à flexibilidade, sendo que em um curso online o aluno consegue estudar onde e quando quiser. Outro fator que contribui para o crescimento das matrículas no EAD é o custo, que ainda conforme o censo EaD.br, o valor médio caiu de 348 reais em 2012 para 279 reais em 2017.

Entre as principais mudanças estabelecidas pela nova regulamentação, estão a criação de polos de EAD pelas próprias instituições e o credenciamento de instituições na modalidade EAD sem que haja obrigação de um credenciamento prévio para a oferta presencial. É importante dizer que o próprio Ministério da Educação (MEC) reconhece que a principal intenção dessa flexibilidade é ampliar a oferta de ensino superior no país para atingir a meta 12 do Plano Nacional de Educação (PNE), que exige elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos.

Para a ABED, o cenário está bastante promissor para as Instituições de Ensino Superior e em especial para as que já investem em EAD, sendo que a perspectiva de que até 2023 a graduação virtual será maior que o presencial. Tais perspectivas constatam que a educação a distância é viável, tem qualidade e se trata de uma grande iniciativa de inclusão social, atendendo moradores em áreas remotas, assim como alunos com necessidades especiais.

Sobre a ABED

A ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) é uma sociedade científica sem fins lucrativos, criada em 1995, por um grupo de educadores especialistas em educação mediada por tecnologias, com o objetivo de mostrar que educação a distância é viável sob diversos pontos de vistas – acadêmico, pedagógico, econômico e legal. Com diretoria eleita direta e periodicamente, em eleições livres e democráticas, a entidade tem sua missão voltada para o desenvolvimento da educação aberta, flexível e a distância no Brasil. Atualmente, a associação conta com mais de 17 mil membros, entre professores, pesquisadores, profissionais das áreas de educação e corporativa e instituições de ensino.


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