ELIMINE SEUS MEDOS E DESCUBRA QUE O SUCESSO ESTÁ DENTRO DE VOCÊ

10 de julho de 2019 Artes e Cultura
ELIMINE SEUS MEDOS E DESCUBRA QUE O SUCESSO ESTÁ DENTRO DE VOCÊ

ELIMINE SEUS MEDOS E DESCUBRA QUE O SUCESSO ESTÁ DENTRO DE VOCÊ

Por: Alexandre Novaski

Todos nós sentimos medo em algum momento da vida. Entretanto, há uma diferença marcante entre senti-lo e ser dominado (a) por ele. Essa coibição não declarada da coragem, e que nos tem levado a distâncias quilométricas de nós mesmos, é onde moram as dificuldades, abismos enormes capazes de esquivar o sucesso, abrindo pontes para o fracasso. 

MEDO: CAUSADOR DE INÚMERAS BARREIRAS

Seja na mídia, nas ações do governo, ou até mesmo nas doutrinas impostas na própria convivência familiar, o medo vem ganhando status de protagonista. A insegurança permeia por diversos lugares. Mas, o que fazer para vencer os próprios temores, tornando-se livre para, enfim, vivenciar o que realmente missionamos aqui na Terra?

VENCENDO O MEDO

No início de junho, em Curitiba, a escritora, terapeuta e healer Sandra Paes foi ovacionada após ministrar uma palestra sobre o medo para uma plateia de mais de 400 mulheres. Graduada em Educação com especialização em Didática e Biologia, Sandra tem mestrado em Psicologia Educacional e Pós-Graduação em Jornalismo. Formou-se em Healing Science nos EUA onde se especializou em High Sence Perception  e se tornou Master of Awareness pela escola Toltec.

Numa entrevista exclusiva, ela expõe a procedência dos temores, e apresenta seu livro digital “MEDO”, originado pela palestra acima mencionada, e que contém exercícios capazes de aliviar ou até mesmo abolir os medos que carregamos e que nos atrapalha no dia a dia.

Por que as pessoas têm medo?

Porque elas são ensinadas, através de ameaças e punições, para aprender conceitos de respeito, de limites físicos, emocionais, financeiros, apontando que elas não podem certas coisas. E esses medos vão variando de acordo com as idades. Quando se é criança, na faixa de 01 a 02 anos, que é quando começamos a falar e andar, o limite de onde se pode ir, mexer, tocar é apresentado. Isso pode inibir na criança a vontade de buscar o novo, ou o desconhecido, e dependendo do nível de punição, alerta, ou nível de ameaça que ela recebe, ela internaliza determinados medos. “Não posso ir lá porque o bicho papão vai pegar”. Há as histórias dos contos infantis em que a criança é ensinada a ter medo de bruxa, criam conceitos de fantasmas, e de várias outras ordens. Veja bem: se você vai parar pra pensar que o medo é um programa criado na sua mente, você toma coragem de olhar pra ele de frente e encarar, ou seja, você deixa de tê-lo.

Qual é a origem de todo medo?

O medo da morte, pois não temos a consciência do tempo de permanência na fisicalidade. Existem controvérsias do tipo “Quando a vida começa?”, se é dentro do útero, se é depois que nascemos, se é na concepção. Pode-se considerar que um óvulo fecundado, que é um zigoto, seja uma manifestação da vida. Eu diria o seguinte: a vida pra mim é a presença do espírito no corpo. Pois quando o espirito vai embora o corpo despenca. O que sustenta o corpo é a presença da alma, é o sopro básico. Você vai ter aí várias referências de santos milagreiros, a começar por Jesus, que soprava as pessoas pra botar uma lama no olho e curar o cego. Se nós não temos a prática de contato com o espírito dentro de nós, a gente cultiva medos. Tudo pelo fato de não se permitir sair daquele lugar onde a gente se meteu. Eu já me perguntei algumas vezes “Encarnar ou nascer significa o quê?” Significa que estamos numa viagem nessas paragens, que é o planeta onde moramos. E o que acontece quando seu corpo adoece? Se a gente não cultivar a força da alma e do espírito dentro da gente, a gente tá caminhando pra morrer. Tanto que as pessoas têm pavor da possibilidade de envelhecer, de não ter sucesso na vida. E elas embarcam num programa coletivo de certa maneira. Ter sucesso hoje é ter o telefone da moda, falar com várias pessoas, fazer vários selfies, arrumar um emprego onde você será amado (a) e reconhecido (a). Mas diante de tudo isso, o essencial é “Quem sou eu? O que é que estou fazendo aqui? Pra quê eu vim pra cá?” Essas perguntas precisam ser respondidas de determinada forma. Tem gente que adora viajar, mas ela se perde no trajeto da viagem pra tirar fotografias pra mostrar pros outros. Ela não para pra entender o que tal viagem está trazendo pra ela, o que ela está aprendendo com esse lugar pra onde ela foi. Não se pode desvincular a liberdade do aprendizado de viver, porque a vida nos ensina todos os dias. Será que a gente quer aprender de verdade ou temos medo? 

O medo é capaz de materializar impedimentos?

Ele só faz isso. O medo apenas cria bloqueio e impedimentos. Essa é a função dele. Vamos supor que eu diga o seguinte: “Vou ali comprar pão.” Se na minha cabeça vem assim “Mas tá ficando escuro e eu corro o risco de ser assaltada…“ ou “… e se alguma coisa me pegar?”. Eu posso deixar de ir à padaria porque tais pensamentos, frutos de medo, tomam conta e me paralisam. A paralisia gerada pelo medo é muito grande. Tem gente que diz assim “Eu não vou à festa tal, porque vai ter gente demais e tenho medo de multidão. E também pode pegar fogo…” Colocamos na cabeça vários obstáculos. O medo tem esse poder. Ele cria várias coisas. Mães dizem às crianças que elas não podem isso, não podem aquilo, mas também vemos a televisão mostrando tantas tragédias. Se você a assiste hoje, o próprio entretenimento mostra muitas tragédias. Isso aumenta o nível de medo nas pessoas? Aumenta! Em primeiro lugar vamos ver o que significa tragédia. É um estilo teatral criado lá atrás pelos gregos, que tá associado com o princípio do inevitável, aquilo que você não controla. Destino e tragédia são coisas que as pessoas evitam falar, pois é como se fosse algo que você tem que passar, mas você não tem domínio sobre isso. Eu questiono esses conceitos dentro da gente e na vida. Mas o papel da televisão como criadora de entretenimento, hoje está muito povoada de mostrar essa impotência generalizada dentro do ser humano diante daquilo que ele chama de tragédia. Ou seja, “Eu não tenho poder sobre isso. Se vem uma chuva de granizo e rompe o telhado da minha casa, eu não tenho como controlar isso.” A gente realmente não controla determinadas coisas. A gente aprende a conviver com elas e a transmutá-las. Tem quem ache que Deus é quem mandou. Eu não acredito que Deus manda nada. Minha referência com Ele passa por outro canal, não passa por essa visão de ser um Senhor de barba, punidor, que julga o que está errado. Por que sempre temos que colocar um vilão numa história que se conta? Porque a gente tem o lado que tem medo da morte, mas a gente sabe que ela é inevitável. E quem é que vai morrer? O corpo físico, pois a alma é imortal. O espírito é imortal. Se lembrarmos disso todos os dias, minimizamos o medo da morte porque sabemos que tem uma partícula de você ou parte em você da sua essência que é imortal. E é ela quem ilumina sua consciência. É disso que a vida vive. Eu penso que a vida é eterna porque ela não morre. Ela continua, ela prospera. 

 

Quando a pessoa sente o medo, o pânico, a primeira coisa que acontece com ela é parar de respirar. Por quê?

Você conhece alguém que parou de respirar por cinco minutos e ficou vivo? Não tem. Por exemplo: a pessoa vai nadar. Chega um determinado momento em que o mar começa a ficar revolto. A primeira coisa que ela pensa é “Meu Deus do céu! Como é que irei sair daqui?” O medo toma conta. Ou vai ter uma câimbra, ou então para de respirar pra pensar como irá sair dali. Agora, se existe a tranquilidade e a paz a pessoa boia. Deixa a onda levá-la pra algum lugar. A pessoa não entra em pânico. Mas não é todo mundo que pensa nisso. A grande maioria se desespera. O desespero, seja ele na água, no ar ou na terra, não trará bons resultados, pois viramos vítimas. Queremos alguém que nos resgate e nos salve. Conheço casos de gente que foi salvar alguém e morreu, pois o vitimado acabou afogando ele também. Vão chamar isso de tragédia? Vão! Era inevitável? Sim! Pois bastava ter calma. A primeira coisa é respirar. Tá difícil? Tá, então respira. Pega a vida de volta. Inspirar tem a ver com o sopro divino. A gente para de respirar sem querer várias horas por dia. Num ônibus, se alguém sinalizou um assalto, pronto, o coletivo inteiro para de respirar, pois entrou no espaço de “Eu vou morrer! Como é que vou fazer? Tem gente me esperando pra jantar.” Mas a pessoa toma aquilo como uma verdade acabada e finita.

Como fazer para que o medo não se torne o protagonista numa situação dessas?

Primeiro se faz necessária uma consciência de quais medos carregamos. Nem todos a têm. Nem todo mundo se permite mergulhar em si mesmo pra se conhecer a ponto de saber “Que medos eu carrego comigo?” Por exemplo: tem gente que vai prestar vestibular. Pra aquela pessoa que está ali diante do fato de uma prova que pode ELIMINÁ-LA… Olha que palavra horrorosa! Eliminá-la diante da possibilidade de entrar num ritual de prosperidade intelectual. Se ela entra no medo não consegue fazer as respostas direito porque perde a concentração. Mas acontece isso quantas vezes? Milhares de vezes e com muitos jovens. Tem outra coisa por detrás disso que é “O que tenho a perder ou ganhar?” Muita gente recebe ameaças veladas da seguinte maneira “Gastei não sei quanto pra você estudar, pois vê se você não me decepciona e passa nessa prova!”. Michael Foucault escreveu um livro que se chama “Vigiar e Punir” que recomendo pra quem quiser ver o que significa esse preceito da vigilância pra tomar conta de como se deveria se comportar pra você não ser punido. 

“Se você não conseguir passar, será eliminado! Antes de chegar à cidade tal, pague os pedágios.” As palavras também têm força pra gerar medo?

Elas são forças de julgamento, punição e medo. Sem dúvida alguma. Se alguém chegar e disser “Mãos ao alto!” já tá associado ao assalto. A pessoa já pega o celular, a carteira… Qual é a última coisa que queremos preservar? A vida. Porque a gente acredita que o assaltante tem o poder de levar a nossa vida. Ela não vai embora. Pode ser que haja o furo no corpo, e ele fique como sequela. Mas é o corpo. Pra isso tem que ter consciência de quem se é. Outro exemplo é botar todos os valores num relacionamento. “Fulaninho não vai mais ficar comigo, e eu não posso conviver com isso. Então vou acabar com a vida dele, pois ele destruiu a minha vida.” É uma crença baseada em quê? No medo, na punição, numa relação que não é sustentável diante do ponto de vista da vida como verdade. Mas acontece o tempo todo.

Existem formas de se livrar do medo?

Eu vejo que o medo tem uma escala de permanência nas pessoas. Tem gente que tem medo de sentir dor. “Não vou fazer tal coisa, não farei a cirurgia X, não vou tomar injeção porque dói”. Gente, tudo que está ligado ao corpo físico vai gerar duas vibrações básicas: ou dor ou prazer. Não tem outra. Se a gente vai correr atrás de só ter prazer que significa um êxtase, hormônios que lhe deixa tranquilo, você evitará tudo que pode doer. Eu conheço gente que foi beber e bebeu demais, ficou com dor de cabeça no dia seguinte e disse: “Eu juro que nunca mais vou tomar nada disso!” Jurou por quantas horas? Chegou o final de semana e os amigos chamaram pra um happy hour, tá lá de novo. Não tem consciência. 

Você tem um livro que fala sobre o medo. Nele há alguns exercícios que ensinam a amenizar e até eliminar alguns medos que as pessoas carregam. Fale um pouco sobre ele…

Nesse e-book eu coloquei os medos mais comuns. Tem o medo de falar em público, que está associado ao julgamento anterior de que você não é bom o suficiente, seja pra fazer o que for. Se a pessoa carrega isso dentro dela, e ela precisa de reconhecimento, pode travar na hora em que precisa falar com alguém, pois ela ali estará vulnerável e precisará se expor. Então, o que está por trás disso? A vulnerabilidade, o julgamento alheio. Quem cresceu embaixo de muita pressão do tipo “O que o vizinho vai falar? O que seu pai ou sua mãe vai pensar disso?”, e a pessoa fica com vergonha de fazer algo que não seja aprovado, vai começar a cultuar o medo. Eu digo que cultuar o medo é como se colecionar bichinhos dentro de você que vão te comendo devagar, só que isso é no nível energético. Então a pessoa prefere não falar sobre isso, tocar sobre aquilo, pois isso o incomoda. O livro veio para mostrar às pessoas o que as incomoda, foi feito para aquelas que não conseguem olhar os seus incômodos de frente. O que você quer fazer pra eliminar o que te incomoda? Se você anda com um sapato que está te machucando, você vai continuar se machucando? Não! Você tira o sapato ou a pedrinha que está incomodando. Se a pessoa tem medo de água fria e chega diante de uma cachoeira, ela perde a experiência de mergulhar. Perde a experiência de entrar no novo pelo medo do desconhecido, pelo medo do que aquilo pode trazer como consequência de certa forma. Faça uma lista das coisas que estão pesando, incomodando. E veja o quanto ou não elas podem estar travando você de viver a experiência aqui no planeta com mais tranquilidade e leveza. Eu sou a favor da paz, do equilíbrio, do diálogo. Tem gente que bate a porta, fecha o quarto e não quer conversar. Claustro! Trancou-se. São conceitos e princípios que vêm da relação evolutiva da interação social humana. Num jogo de futebol, o técnico coloca os jogadores num lugar chamado concentração. Que é pra eles ficarem ali, concentrados, pensando como será o jogo no dia seguinte, pois há a expectativa do público que não pode ser decepcionado. É assustador? É! Mas vão enfrentar? Vão! Faz parte da vida. Atores famosos, antes de entrar no palco, têm até dor de barriga, pois de novo terão uma experiência que é enfrentar uma plateia, mesmo com 30 anos de experiência. Isso ainda acontece. Ele vence! Não deixa de fazer o espetáculo por causa disso. Então todos os dias temos alguma coisa que nos puxa para a possibilidade de ver se o medo está nos vencendo ou estamos no controle dele. É ele quem dita os movimentos ou eu? A escolha é sua!

AINDA SOBRE SANDRA PAES:

Sandra é também uma ministra ordenada nos EUA e tem três livros publicados no Brasil: Alma Soberana, Sonho e Memória, e Amores e Dores, todos editados pelo Clube de Autores. Por ter nascido numa família sem recursos financeiros estudou sempre com bolsa de estudos e por isso se dedicava de corpo e alma à arte de aprender na vida e com a vida. Já tratou e curou inúmeras pessoas pelo mundo e hoje se dedica de coração aberto a passar seus conhecimentos onde for chamada a fazê-lo. Considera a vida sua grande mestra e acredita que cada encontro é uma oportunidade imensa para praticar sua clínica a céu aberto. Pensa e age fora da caixa matriz. Vê que o medo pode ser uma porta para a coragem: a arte de viver guiada pelo coração.

A entrevista mostra o quanto o assunto é importante e permeia pela vida de todos nós. Outras informações, inclusive alguns exercícios poderão ser encontrados no e-book MEDO, que é vendido pela Hotmart. Basta clicar no link abaixo:

https://go.hotmart.com/V14745065S

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