Escola especializada em TDAH cria método diferenciado de ensino para reter a atenção dos alunos

1 de março de 2019 Educação e Tecnologia
Escola especializada em TDAH cria método diferenciado de ensino para reter a atenção dos alunos

Escola especializada em TDAH cria método diferenciado de ensino para reter a atenção dos alunos

Gabriel Frozi criou a primeira instituição da América Latina capacitada para atender às necessidades de jovens com déficit de atenção e reduzir o índice de repetência

 O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade afeta mais de 4% das crianças e adolescentes de todo o Brasil. Por suas características específicas, como falta de atenção, inquietação e impulsividade, o transtorno prejudica o desempenho escolar e faz com que apenas 69% dos estudantes diagnosticados concluam os estudos.

Por causa da dificuldade de concentração em situações que consideram monótonas, como aulas tradicionais, os portadores de TDAH se sentem incapazes de manter um desempenho regular e acabam desmotivados. Isso causa um índice de reprovação três vezes maior do que os alunos comuns.

Pensando neste público específico, que requer um método diferente de ensino, o empreendedor Gabriel Frozi fundou a Recreio Christian School, no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. A filha de Gabriel, Vitória Frozi, tem déficit de atenção e avisou ao pai que não queria mais estudar, por causa das notas baixas e repetências. Foi aí que surgiu a ideia de criar uma instituição capacitada, com um sistema diferente das tradicionais e profissionas treinados para lidar com as especificidades e dificuldades de quem possui o transtorno. Ele vendeu tudo que tinha e deu um salto no escuro, já que não havia nenhuma outra igual em toda a América Latina.

A estrutura de funcionamento pedagógico da Recreio segue um padrão fora do comum, a começar pelo sistema de avaliação. As provas constituem apenas 30% da nota final, sendo os outros restantes 15% de participação, 25% de deveres de casa e 30% de projetos. As turmas são pequenas e os alunos com TDAH fazem as provas bimestrais separados do resto da turma, ou têm a avaliação substituída por algum trabalho.

“Quando um jovem com déficit de atenção ou hiperatividade tira uma nota ruim, fica desmotivado. A ansiedade atrapalha na hora de fazer uma prova. Temos que olhar o lado positivo destes alunos e alimentá-los com o que eles fazem bem. O sistema não é baseado só em um exame. Se um aluno não tira boa nota no teste e cumpre com as demais obrigações, pode ser aprovado, desde que atinja a média da instituição, que é 7”, ressalta Gabriel.

Inovando para cativar

Outro diferencial são as aulas ao ar livre, fora das tradicionais salas. Os estudantes também são estimulados a usarem pijamas como uniforme, ao menos uma vez por semana, entre outras atividades lúdicas. Ao modificar os métodos e materiais de trabalho, introduzindo novidades, os professores conseguem reter a atenção daqueles que têm dificuldades.

Gabriel introduziu um sistema de educacional inovador, que chama atenção pela dedicação dos profissionais com cada turma e a criatividade na hora de transmitir conhecimento. Não é à toa que a instituição fez sucesso até entre jovens que não possuem nenhum tipo de transtorno. Atualmente, apenas 20% dos matriculados são portadores de TDAH. Além dos cuidados especiais, a RCS oferece ensino bilingue, capacitando seus alunos para intercâmbios e universidades internacionais.

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