História real que se tornou uma das mais fantásticas odisseias contemporâneas, “Papillon” ganha remake nos cinemas e volta às livrarias

História real que se tornou uma das mais fantásticas odisseias contemporâneas, “Papillon” ganha remake nos cinemas e volta às livrarias

Estrelado em 1969 por Steve McQueen e Dustin Hoffman, filme tem Charlie Hunnam e Rami Malek na nova versão, que estreia nesta quinta

Papillon

(Papillon)

Henri Charrière

Tradução de Mário Varela Soares

Biografia

728 páginas

R$ 59,90

Editora Bertrand Brasil

(Grupo Editorial Record)

Publicado originalmente no Brasil em 1975 pela Editora Difel, hoje parte da Bertrand Brasil, o polêmico Papillon, a história do homem que fugiu do inferno, de Henri Charrière, volta às livrarias neste mês de outubro, quando estreia o remake da obra nos cinemas.

O livro é um relato autobiográfico de Charrière, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu e um dos poucos a conseguir fugir da Ilha do Diabo, localizada na temível e impenetrável floresta da Guiana Francesa. Ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e de como planejou sua fuga cinematográfica.

“Papillon” foi adaptado para o cinema pela primeira vez em 1973, quatro anos depois que o livro havia sido lançado na França. Na época, o longa foi estrelado por Steve McQueen e Dustin Hoffman, respectivamente nos papéis de Charrière e Louis Dega, prisioneiro que se torna seu aliado na ilha. O remake traz Charlie Hunnam (astro da nova versão de Rei Arthur) como Charrière e Rami Malek (da série Mr Robot) como Dega. O elenco conta ainda com Roland Møller (Atômica, O Passageiro) e Tommy Flanagan (Guardiões da Galáxia Vol. 2, Gotham).

A obra já foi considerada pelo jornal  Le Monde  como um dos maiores clássicos de fuga e aventura do século XX.

Henri Charrière nasceu em Ardèche, França, em 1906, e faleceu em Madri, em 1973. Foi um ex-militar da Marinha francesa. Após entrar para a reserva, passou a praticar pequenos golpes em Paris, até ser acusado de assassinato e ser mandado para um presídio na Guiana Francesa, onde conheceu outros condenados que foram incluídos na trama do livro, publicado mais de duas décadas após sua fuga. Depois de escapar em direção à Venezuela, no ano de 1945, ele se casou e viveu em Caracas, onde abriu um restaurante. Morreu na miséria, após gastar todo o dinheiro ganho com a publicação do livro na produção de um outro filme que foi fracasso total de bilheteria.

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