Homenagem ao centenário de Antonio Candido no Sesc

Homenagem ao centenário de Antonio Candido no Sesc

Familiares, amigos e ex-alunos homenageiam Antonio Candido  no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc em ciclo de palestras que acontece de 18 a 20 de julho. Laura de Mello e Souza (filha), Augusto Massi , Carlos Augusto CalilAugusto Massi , Walnice Nogueira GalvãoTelê Ancona Lopez,Adélia Bezerra de Menezes, João Cezar de Castro RochaMarcos Antonio de Moraes , Leandro Garcia, Max Gimenes, entre outros, falam sobre seu legado, sua  contribuição como crítico de cultura e da sociedade brasileiras. As mesas-redondas evidenciam o seu importante papel como professor/intelectual, a interação com personalidades e instituições, a militância socialista – temas relevantes para entender a envergadura do crítico e de sua presença em nosso tempo.
A abertura conta com uma homenagem musical a Antonio Candido, com o músico Passoca interpretando canções caipiras que retratam a obra “Os parceiros do Rio Bonito” e com palestra da filha do crítico, Laura de Mello e Souza, que fala sobre a vida do intelectual no âmbito familiar.

O ciclo compõe o projeto 3 vezes 22, em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.

ABERTURA

Dia 18/7

14h às 16h

Abertura musical. Os Parceiros do Rio Bonito

Convidado: Passoca

 Mesa 1 – Antonio Candido em família

O intelectual no âmbito familiar, relação com as filhas, familiares e amigos. A mesa propõe lançar um olhar sobre Antonio Candido paralelamente à da figura pública. A memória dos familiares chama a atenção para as partilhas do afeto e da convicção.

Convidada: Laura de Mello e Souza

16h30 – 18h30

Mesa 2 – Gilda de Mello e Souza e Antonio Candido

A parceria iniciada na colaboração para a revista Clima e que se estendeu por mais de 60 anos. Os depoimentos de amigos e ex-alunos de Gilda e Antonio Candido elucidam os diálogos e os vínculos constituídos pelo casal na vida e na academia.

Convidados:  Augusto Massi  e Carlos Augusto Calil.

Dia 19/7

14h às 16h

Mesa 4 – Afeto e convicção: retratos de Antonio Candido

A mesa tenciona apresentar um retrato em movimento de Antonio Candido, sua visão de mundo, sua formação e o compromisso com a formação do cidadão. A presença indelével de suas convicções, que ainda permanecem naqueles que conviveram com ele.

Convidadas: Walnice Nogueira Galvão e Telê Ancona Lopez

16h30 – 18h30

Mesa 5 – Itinerário crítico

A mesa convida pesquisadores para discutir o itinerário crítico da obra de Antonio Candido, de sua atuação na revista Clima às suas principais publicações nas áreas de sociologia e literatura.

Convidados:  Maria Augusta Fonseca , Rodrigo Martins Ramassote  e Luiz Carlos Jackson

18h45 – 20h45

Mesa 6 – Antonio Candido, Na sala de aula

“Não se cruza com alguém assim impunemente”, afirma Adélia Bezerra de Menezes sobre a sua experiência como aluna de Antonio Candido. A figura do professor entra em debate nesta mesa, nos testemunhos de seus ex-alunos.

Convidada: Adélia Bezerra de Menezes

Dia 20/7

14h – 16h

Mesa 7 – Antonio Candido, América Latina

Esta mesa se propõe a refletir sobre a potência dos diálogos de Antonio Candido com intelectuais da América Latina, bem como a difusão e repercussão de seu pensamento crítico.

Convidado:  João Cezar de Castro Rocha

16h30 – 18h30

Mesa 8 – Diálogos, correspondência

A correspondência de um intelectual fornece importantes elementos biográficos e históricos; as cartas testemunham a configuração de redes de sociabilidade, formas de difusão do pensamento dos interlocutores e gestos de intervenção cultural. Esta mesa-redonda devota-se a observar os diálogos epistolares de Antonio Candido, com escritor Mário de Andrade, com o crítico Alceu Amoroso Lima e com o sociólogo Florestan Fernandes.

Convidados: Marcos Antonio de Moraes , Leandro Garcia e Max Gimenes

18h45 – 20h45

Mesa 9 – A refleção política de Antonio Candido

A mesa coloca em pauta os ideais e a atuação política de Antonio Candido.

Convidado: Paulo Vannuchi

Encerramento: Homenagem musical.

Convidado: Passoca

 

Homenagem ao centenário de Antonio Candido  (1918-2017)

De 18 a 20 de julho de 2017, quarta a sexta, das 14h às 21h.
Grátis, mediante inscrição.

Recomendação etária: 16 anos. Número de vagas: 50

Grátis – mediante inscrição.

Informações e inscrições pelo site (sescsp.org.br/cpf) ou nas unidades do Sesc no Estado de São Paulo. Serviço de van até a estação de metrô Trianon-Masp, de segunda a sexta, às 21h30, 21h45 e 22h05, para participantes das atividades.

Centro de Pesquisa e Formação do Sesc

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar.

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 22h. Sábados, das 9h30 18h30.

Tel: 3254-5600

Palestrantes

Laura de Mello e Souza, Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (1986) e Livre-Docência em História Moderna pela Universidade de São Paulo (1993). Foi docente do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo desde 1983, encontrando-se aposentada desde agosto de 2014. Desde setembro de 2014, ocupa a cátedra de História do Brasil na Universidade de Paris IV – Sorbonne. É membro da Academia Brasileira de Ciências. É filha de Antonio Candido e Gilda Mello e Souza.

Carlos Augusto Calil, Professor do Departamento de Cinema, Televisão e Rádio da ECA/USP. Foi dirigente de órgãos públicos (Embrafilme, Cinemateca Brasileira, Centro Cultural São Paulo) e Secretário Municipal de Cultura de São Paulo (2005-2012).

Augusto Massi, é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo desde 1990.Como poeta, publicou Negativo (SP: Companhia das Letras, 1991), Vida errada (RJ: 7 Letras, 2001) e Gabinete de curiosidades (em parceria com Lu Menezes. SP: Luna Parque, 2016). Como crítico, organizou e prefaciou Retratos Parisienses (RJ: José Olympio, 2013), de Rubem Braga; Poesia traduzida, de Carlos Drummond de Andrade (em parceria com Júlio Guimaraes Castañon. SP: Cosac Naify, 2011), Poesia completa de Raul Bopp (RJ: José Olympio, 2014). Também escreveu o posfácio da Poesia reunida, de Adélia Prado (RJ: Record, 2015) e um ensaio para Aniki Bóbó, de João Cabral (RJ: Verso Brasil, 2016). Participou da organização de A ideia e o figurado, último livro de crítica de Gilda de Mello e Souza (SP: Editora 34/ Duas Cidades, 2005).

 Walnice Nogueira Galvão, Professora emérita da FFLCH-USP.

Telê Ancona Lopez, Professora titular do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), ministra disciplinas e orienta projetos acadêmicos, como colaboradora-sênior, nessa instituição e na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da mesma universidade (FFLCH-USP). Estuda especialmente o modernismo brasileiro, as vanguardas europeias, os gêneros de fronteira, a crítica textual e a crítica genética, tendo publicado livros e artigos nessas áreas. Foi curadora do Arquivo Mário de Andrade. Entre 2006 e 2010, coordenou o projeto temático FAPESP que organizou os manuscritos e estudou o processo de criação do escritor. Entre 2007 e 2015, responsabilizou-se pelas edições fidedignas, acrescidas de documentos, das obras de Mário de Andrade incluídas no protocolo IEB-USP e Editora Nova Fronteira-Agir. Dedica-se atualmente ao projeto ligado ao CNPq, Traje de arlequim: uma biografia/“autobiografia” de Mário de Andrade. É Professora Emérita do IEB-USP.

Maria Augusta Fonseca, Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo. É professor livre-docente em Teoria Literária pela Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária e Literatura Comparada, com interesse centrado no modernismo brasileiro e em seus diálogos com a vanguarda européia do século XX.

Rodrigo Martins Ramassote, Doutor em Antropologia Social pela Universidade de Campinas (2013). Atualmente, realiza Pós-doutorado no Departamento de Antropologia Social da Universidade de São Paulo (USP) onde está vinculado ao Coletivo Artes, Saberes e Antropologia (ASA). Desde 2006, exerce o cargo de Técnico em Ciências Sociais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). É editor-assistente da Série Patrimônio Cultural e Extensão Universitária.

Luiz Carlos Jackson Livre-Docente em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2012). Atualmente é professor associado do Departamento de Sociologia da USP.

Adélia Bezerra de Meneses, fez Mestrado e Doutorado , orientada pelo Professor Antonio Candido.  Lecionou  Teoria Literária e Literatura Comparada na  USP e na UNICAMP (onde se aposentou) e também,  Literatura Brasileira na Technische Universität de Berlim. No presente atua como Professora Colaboradora Voluntária junto à Pós-Graduação do DTLLC da  USP. É Pesquisadora do CNPq.

João Cezar de Castro Rocha, Doutor em Letras pela UERJ e em Literatura Comparada pela Stanford University (EUA); e Pós-Doutor em Letras pela Freie Universität Berlin (Alemanha) e pela Princeton University (EUA). Professor Titular de Literatura Comparada da UERJ, foi presidente da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC- 2016-2017). Autor de 11 livros e organizador de mais de 20 títulos.

Marcos Antônio de Moraes, Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo. Atualmente é pesquisador e docente do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Historiografia Literária Brasileira, desenvolvendo pesquisas nos seguintes campos: epistolografia brasileira, memorialismo brasileiro, modernismo brasileiro, obra de Mário de Andrade, crítica genética e textual. Membro da Equipe Mário de Andrade, no Instituto de Estudos Brasileiros.

Max Gimenes , bacharel e licenciado em ciências sociais e mestre em sociologia pela FFLCH-USP. Atua como editor e como pesquisador nas áreas de sociologia da cultura e dos intelectuais e de pensamento político brasileiro, desenvolvendo atualmente investigações sobre a vida e a obra de Antonio Candido. Faz parte do Grupo Interdisciplinar de Teoria Crítica (Grite) da FFLCH-USP.

Leandro Garcia, pós-doutor e doutor em Estudos Literários pela PUC-Rio, pós-doutor em Teologia pela Faculdade de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte, professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da UFMG, diretor do Acervo dos Escritores Mineiros da UFMG. É especialista na obra de Alceu Amoroso Lima, especialmente a sua epistolografia.

Paulo Vannuchi é graduado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde estudou de 1977 a 1980, com mestrado em ciência política também pela USP. Ocupou o cargo de Ministro de Estado Chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, de 21 de dezembro de 2005 a 31 de dezembro de 2010, tendo sido Presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura no Brasil. Foi co-fundador do Instituto Cajamar e assessor político da direção nacional do Partido dos Trabalhadores do Brasil. Foi também secretário executivo da coordenação nacional da campanha Lula Presidente, em 1994 e 2002. Ocupou vários cargos, inclusive o de Presidente, no Instituto Cidadania, atual Instituto Lula. Ocupou o cargo de Ministro de Estado Chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, de 21 de dezembro de 2005 a 31 de dezembro de 2010, tendo sido Presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura no Brasil.

Passoca,  cantor e compositor. Lançou o primeiro disco, um compacto, em 1978. Desde então, lançou mais seis discos e participou de alguns outros, como os do projeto “Violeiros do Brasil”.

 

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