Liberdade em Cena apresenta Murro em Ponta de Faca – De Augusto Boal

1 de outubro de 2019 Teatro, TV e Cinema
Liberdade em Cena apresenta Murro em Ponta de Faca – De Augusto Boal

Liberdade em Cena apresenta

Murro em Ponta de Faca

De Augusto Boal

Liberdade em cena é um projeto do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc em parceria com o Observatório de Comunicação e Expressão e Censura (OBCOM) da ECA/USP, que tem como proposta apresentar as histórias, obras e autores que configuraram a cena teatral brasileira a partir do século XX, por meio de leituras dramáticas seguidas de debate.

São peças e autores que percorrem o século XX e suas transformações dramatúrgicas, abrangendo diversas questões nacionais e abordando as contribuições e inovações da obra à dramaturgia e ao espetáculo teatral brasileiro. A ideia é trazer ao público essas obras e discutir sobre sua mensagem e conteúdo, assim como averiguar a importância que elas têm hoje e as razões para a sua marcante presença nos palcos brasileiros.

A leitura do mês de setembro é da peça Murro em Ponta de Faca, de Augusto Boal. No elenco, estão: Carlos PalmaCarol CashieFabio AcorsiLeandro LagoLitta Mogoff e Maira Helen. A direção é de Roberto Ascar.

Após a leitura acontece um debate com o jornalista Florestan Fernandes Júnior e o encenador e músico José Batista Dal Farra Martins.

SOBRE A PEÇA

Murro em Ponta de Faca foi escrita por Augusto Boal em 1974, quando estava exilado do Brasil em Portugal, no contexto da ditadura militar. “Em Portugal, outra vez me senti por demais sozinho escrevi a peça em que me via de longe. Olhava distante, na bruma. Sentia o vento e o frio da viagem sem fim. Peça circular, nela não sou ninguém: sou todos, sou a que se mata e sou os sobreviventes (…) Exílio é meia morte, como prisão é meia vida.”  A peça foi montada pela Companhia de Teatro Othon Bastos e dirigida por Paulo José, com músicas compostas por Chico Buarque, e encenada em São Paulo no Teatro TAIB, em 1978.  Traz como tema a vida de seis exilados políticos brasileiros em sua trajetória por Chile, Argentina e França, momento em que Boal vivia na época. Boal, exilado, não chega a ver sua peça montada no Brasil. Paulo José, que dirigiu a montagem brasileira de 1978 comenta, anos depois, quando a remonta em 2011, sua experiência: “Uma peça emocionante, mais do que uma peça teatral, um testemunho vivo de um exilado, mudando mais de país do que de sapatos, depois de prisão e torturas no DOPS, OBAN, em São Paulo”. No ano seguinte o texto é encenado na França com o título “Coup de Poing Sur La Pointe Du Conteau”. E nos primeiros anos da década de 1980 a peça rodou por cidades da Áustria e Alemanha, onde recebeu o nome de “Mit Der Faust Ins Offene Messer”.

SOBRE O AUTOR

Augusto Boal –  diretor de teatro e dramaturgo, nasceu em 16 de março de 1931 no Rio de Janeiro. Criou o “Teatro do Oprimido”, metodologia que une teatro e ação social e que tornou seu trabalho conhecido internacionalmente. Em 1950 embarca para Nova York, onde estuda teatro na Universidade de Columbia. Preso e exilado em 1971, Boal prossegue sua carreira no exterior, inicialmente na Argentina, depois em Portugal, onde trabalha com o grupo A Barraca. Lá escreve “Mulheres de Atenas” – uma adaptação de “Lisístrata”, de Aristófanes -, com músicas de Chico Buarque. A partir de 1978 vive em Paris, criando um centro para pesquisa e difusão do teatro do oprimido, o Ceditade. Retorna ao Brasil em 1984, com a anistia, fixando-se no Rio de Janeiro. Dirige “O Corsário do Rei”, de sua autoria, com músicas de Edu Lobo e letras de Chico Buarque; “Fedra”, de Racine, com Fernanda Montenegro; “Malasangre”, de Griselda Gambaro; e “Encontro Marcado”, de Fernando Sabino. Escreve e publica ensaios teóricos sobre sua concepção de dramaturgia e de realização teatral. Recebeu, entre outros, os prêmios Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres, outorgado pelo Ministério da Cultura e da Comunicação da França, e a Medalha Pablo Picasso, atribuída pela Unesco. Em 2009, é nomeado embaixador mundial do teatro pela Unesco. Morre em 2 de maio de 2009, aos 78 anos.

FICHA TÉCNICA

Texto: Murro em Ponta de Faca

Autor: Augusto Boal

Diretor: Roberto Ascar

Elenco: Carlos Palma, Carol Cashie, Fabio Acorsi, Leandro Lago, Litta Mogoff, Maira Helen.

Direção Musical: Jean Garfunkel

Direção: Roberto Ascar

Coordenação de Dramaturgia: Renata Pallottini

Coordenação Geral do Projeto: Maria Cristina Castilho Costa

Produção e Coordenação Administrativa :  Blessa Cenografia e Eventos e Dema de Francisco

Sobre o CPF-Sesc

Inaugurado em agosto de 2012, o Centro de Pesquisa e  Formação do Sesc é uma unidade do Sesc São Paulo voltada para a produção de conhecimento, formação e difusão e tem o objetivo de estimular ações  e desenvolver estudos nos campos cultural e socioeducativo.

Além do Curso Sesc de Gestão Cultural – que visa a qualificação para a gestão cultural de profissionais atuantes no campo das Artes, tanto de instituições públicas como privadas – a unidade proporciona o acesso à cultura de forma ampla, tematicamente, por meio de cursos, palestras, oficinas, bate-papos, debates e encontros nas diversas áreas que compreendem a ação da entidade, como artes plásticas e visuais, ciências sociais, comportamento contemporâneo e cotidiano, filosofia, história, literatura e artes cênicas.

Serviço:

Dia 14 de setembro de 2019, sábado, das 14h30 às 17h30.

Recomendação etária: 16 anos. Número de vagas: 70.

Inscrições gratuitas na Central de Atendimento ou pelo site. Limitadas à capacidade do espaço. Serviço de van até a estação de metrô Trianon-Masp, de segunda a sexta, às 21h30, 21h45 e 22h05, para participantes das atividades.

 

Centro de Pesquisa e Formação – CPF Sesc

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar.

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 22h. Sábados, das 9h30 18h30.

Tel: 3254-5600

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