O Jornal, com direção de Kiko Mascarenhas e Lázaro Ramos estreia no Sesc Santo Amaro

O Jornal estreia no Sesc Santo Amaro

Montagem dirigida por Kiko Mascarenhas e Lázaro Ramos chega ao Sesc Santo Amaro no dia 09 de março para debater o amor, identidade e o preconceito contra homossexuais

Até onde você iria para ser quem você é? Você morreria por amor? Eis algumas das questões latentes que chegaram às mãos dos diretores Lázaro Ramos e Kiko Mascarenhas com O Jornal – The Rolling Stone, montagem que estreia no dia 09 de março no Sesc Santo Amaro. Escrita pelo dramaturgo britânico Chris Urch, a peça estreou em 2015, em Londres, e chega a São Paulo pela primeira vez para temporada até dia 15 de abril.

Por esse roteiro, Urch já recebeu o prêmio Bruntwood, seis indicações ao Off West End e uma nomeação ao Evening Standart. No Brasil, The Rolling Stone estreou em novembro de 2017 no Teatro Poeira, Rio de Janeiro, e foi indicado ao prêmio CESGRANRIO 2017 de melhor espetáculo e iluminação, além de uma indicação ao prêmio de  melhor iluminação e melhor atriz coadjuvante para Heloísa Jorge no APRT 2017. No Prêmio Botequim Cultural, indicado a melhor direção e iluminação, já no Prêmio Shell, concorreu ao prêmio de melhor iluminação.

Inspirada em fatos reais, em O Jornal, após a morte do pai, três irmãos – Joe, Dembe e Wummie – precisam reconstruir suas vidas. Joe se prepara para ser pastor de sua igreja enquanto Dembe e Wummie estudam para progredir diante da desigualdade. Mas o destino seria fatal: Dembe conhece Sam, um garoto branco irlandês radicado na Uganda e acabam se apaixonando. Condenados pela igreja e pela lei, eles terão de optar em viverem castrados ou com a possibilidade de acabar morrendo por amor.

O Jornal é, portanto, uma alusão ao periódico ugandense The Rolling Stone que, em 2010, publicou uma lista com 100 nomes homossexuais e incitou seus leitores a enforcar os mencionados. O fato seria repetido mais tarde em outra publicação, de 2014, o Red Pepper, que lançou nova matéria com 200 homossexuais do país africano – isto somente um dia após a revogação da lei anti-gay que permitia que cidadãos denunciassem gays sob pena de também serem punidos pela “omissão”. Vale dizer que embora a dita lei tenha caído, ainda hoje a homossexualidade continua a ser crime punível com prisão em Uganda.

Os bastidores da montagem brasileira de O Jornal

A montagem surgiu da inquietude da dupla Lázaro Ramos e Kiko Mascarenhas – amigos e parceiros de cena na série Mister Brau, da Rede Globo. O pontapé foi dado por meio do tradutor Diego Teza que apresentou a Kiko a tradução do script do dramaturgo britânico Chris Urch. Ao perceber o conteúdo latente e seus conflitos que colocam à prova o amor, a amizade e a fé – e ainda debate valores sociais, étnicos, religiosos e de gênero – Kiko comentou com Lázaro sobre a possibilidade de produzirem juntos a empreitada. Lázaro aceitou sem titubear. “Esta peça é uma missão e minha resposta para todos aqueles que são oprimidos e, em oposição a todos aqueles que em nome da ‘normalidade’ oprimem o amor”, resume Kiko. “Encontrar um roteiro que fale de uma realidade de Uganda mas ao mesmo tempo nos remete a tanto do que vivemos no Brasil é um privilégio. Acima de tudo O Jornal é uma peça que fala sobre amor”, conclui Lázaro.

Com recursos próprios, a dupla buscou uma equipe comprometida com os mesmos valores que lhe impeliam. Para escalar os atores Lázaro idealizou uma oficina que contou com apoio da Rede Globo e que mobilizou diversos profissionais para um processo de escolha de elenco criativo e único. O resultado foram cinco mil inscritos até se afunilar para 70 atores de sete estados diferentes do País. Na sequência, 15 dias intensos de aulas de dança e canto em jogos de improviso ministrados pela dupla de diretores com a ajuda essencial do coreógrafo Zebra e do preparador vocal Wladimir Pinheiro. No fim, cinco destes candidatos integram o elenco de seis atores que estreia O JornalAndré Luiz MirandaDanilo FerreiraHeloísa JorgeIndira NascimentoMarcella Gobatti e Marcos Guian.

Sobre a direção

Kiko Mascarenhas (direção) começou sua carreira em 1984 com a peça Os Meninos da Rua Paulo e, desde então, já contabiliza mais de 30 peças de teatro em seu currículo, com destaque para O Encontro Marcado, dirigido por Augusto Boal, Mephisto, com direção de José Wilker, Os Altruístas, comandado por Guilherme Weber, O Desaparecimento do Elefante sob direção de Monique Gardenberg e Michele Matalon, e O Zoológico de Vidro e O Camareiro, ambos com direção de Ulysses Cruz. Em 2004 assinou a adaptação, direção e produção do infantil Tistu, o Menino do Dedo Verde, sucesso de publico e crítica.

Lázaro Ramos (codireção) realizou mais de 20 espetáculos com o Bando de Teatro Olodum de 1994 a 2002, entre eles; Sonhos de Uma Noite de VerãoÓ Pai Ó e Ópera dos 3 Vinténs. Após sair de Salvador, destaque para A MáquinaMamãe Não Pode Saber e o Método Grönholm, além de ter dirigido e escrito os infantis As PaparutasA Menina Edith e a Velha Sentada, bem como esteve à frente da direção dos adultos Campos de Batalha e Namíbia, Não. Em 2015, estreou O Topo da Montanha, montagem que segue em turnê pelo País e que o traz em dose dupla, sendo ele o diretor e protagonista da trama que levou mais de 100 mil pessoas ao teatro.

Sobre o elenco

André Luiz Miranda (Joe), carioca, 30 anos, começou sua carreira aos 8 anos em publicidade e, aos 11 anos, estreou na televisão em Terra Nostra, da Rede Globo. Já integrou o elenco de 10 novelas – com destaque paraAvenida Brasil –, dois longas e sete espetáculos, entre eles Capitães de Areia e O Grande Reciclador.

Danilo Ferreira (Dembe), nasceu em Salvador, 25 anos, e estreou no teatro ainda criança. Ganhou destaque nas novelas Geração BrasilA Regra do Jogo e A Lei do Amor. No teatro passou pelo Infantil Alice no País da Internet e integra o elenco do longa Pixinguinha, Um Homem Carinhoso, interpretando o sambista em sua fase jovem – o filme tem estreia prevista para 2018.

Heloísa Jorge (Mama), nasceu em Angola, 33 anos, e veio para o Brasil após o conflito civil de seu país natal. É graduada na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, de Salvador, cidade em que integrou o elenco de peças como O Dia 14. Passou por musicais como O Fino no Samba e pelas obras globais Gabriela e A Lei do Amor. É ainda protagonista da novela angolana Jikulumessu.

Indira Nascimento (Wummie), paulistana, 29 anos. No teatro protagonizou Áurea, a Lei da Velha Senhora e participou do espetáculo A Serpente. É premiada por esquetes como Só Eles Sabem e pelo curta Mercadoria. Integra o elenco do longa metragem A Cidade Aqui Dentro, de Matias Mariani, em fase de produção.

Marcella Gobatti (Naome), 26 anos, é mineira, graduada em Letras e pós-graduada em artes cênicas. Entre seus destaques constam o monólogo Casca de NinguémHistórias Afro Brasileiras e O Pagador, além de ter atuado no curta metragem Quijaua, premiado no festival 72 horas.

Marcos Guian (Sam), 26 anos, é formado em artes cênicas e participou do espetáculo Relações Perigosas. Também integrou o elenco standin de diversas montagens, tais quais Fazendo História e O Auto da Compadecida. Sob direção de Delson Antunes, em 2017, integrou o elenco de A Peça do Lado.

Ficha Técnica

 Texto de Chris Urch

Tradução de Diego Teza

Direção de Kiko Mascarenhas

Codireção de Lázaro Ramos

Com André Luiz Miranda (Joe), Danilo Ferreira (Dembe), Heloísa Jorge (Mama), Indira Nascimento (Wummie), Marcella Gobatti (Naome) e Marcos Guian (Sam)

Assistência de Direção de Ana Luiza Folly

Direção de Movimento de José Carlos Arandiba (Zebrinha)

Preparação Vocal de Edi Montecchi

Realização e Produtores Associados Lázaro Ramos e Kiko Mascarenhas

Produção KM ProCult e BR Produtora

Direção de Produção Viviane Procópio e Radamés Bruno

Produção Executiva e Administração Viviane Procópio

Assistência de Administração Jandy Vieira

Equipe de Produção Igor Dib, Milena Garcia e Diego Teza

Iluminação Paulo César Medeiros

Assistência de Iluminação Júlio Medeiros | Montagem de Luz Boy JorgeLuíza VenturaFabiano GomesVilmar Ollos e Rodrigo Emanuel

Operação de Luz Walace Furtado

Trilha Sonora Original Wladimir Pinheiro

Operação de Som Marcito Vianna

Estúdio de Gravação “DRS” e “FD”

Cantores Flavia SantanaLu VieiraRenato RiboneWladimir Pinheiro

Cenografia Mauro Vicente Ferreira

Assistência de Cenografia Rogério Chieza

Construção de Cenário Em Família Cenografia e Eventos

Adereços Mauro Vicente Ferreira

Figurinos Tereza Nabuco

Assistência de Figurinos Júlia Custódio

Costureiras Adélia Andrade e Severina da Silva Viana (Mainha)

Calçados Jailson Marcos                                 

Assessoria de Imprensa de Antonio Trigo

Comunicação Web Urgh 

Arte e Lay Out do Projeto Léo Dória / BR Produtora

Projeto Gráfico Novo Traço 

Fotos de Estúdio Jorge Bispo

SERVIÇO

Quando: De 09 de março a 15 de abril de 2018

Horário: Sextas, às 21h. Sábados, às 20h. Domingos, às 19h.

Local: Teatro (1º andar)

Duração: 90 minutos

Classificação: 12 anos

Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$15,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 9,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes).

Atenção: Nos dias 31 de março e 01 de abril o ator Danilo Ferreira será substituído por Thiago Catarino.

SESC SANTO AMARO

Horário de funcionamento: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Endereço: Rua Amador Bueno, 505

Acessibilidade: universal.

Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).

Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).

Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

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