Pela primeira vez, Brasil ultrapassa 302 mil estudantes no exterior, revela pesquisa da Belta

Estudo mostra aumento da demanda por outras línguas e por cursos de desenvolvimento profissional

O mercado brasileiro de educação internacional cresceu 23%, em 2017, e alcançou a marca inédita de 302 mil estudantes. Os números são da Pesquisa Selo Belta, divulgada hoje pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta).

O investimento para um curso no exterior também aumentou 12%, atingindo a média de USD 9.989. No total, o brasileiro movimentou entre 2,7 e 3 bilhões de dólares em programas educacionais, no ano passado. “O mercado de intercâmbio cresceu tanto em volume como em receita porque o brasileiro começou a considerar opções mais diversificadas e apostou em se especializar profissionalmente”, explica Maura Leão, presidente da Belta.

A análise reflete alguns números da pesquisa. Pela primeira vez, os programas de mestrado e doutorado apareceram entre os 10 mais procurados, mesmo com a queda do investimento público em bolsas de estudo. A demanda por cursos de graduação e certificados profissionais também aumentou, ao mesmo tempo que programas de ensino médio perderam força.

Outras opções tradicionais mantiveram o fôlego: cursos de idiomas continuam sendo o programa mais realizado por brasileiros, seguidos por ensino com trabalho temporário e pacotes de férias para adolescentes, respectivamente.

Embora o inglês e o espanhol apareçam como as línguas mais procuradas, a pesquisa revelou uma maior desconcentração de mercado. Idiomas como alemão, francês, italiano e, até mesmo japonês e mandarim ganharam participação. “A pulverização do ano passado demonstra o novo padrão de consumo educacional. O brasileiro não se contenta apenas com uma segunda língua. O objetivo é se diferenciar, para entrar ou se manter no mercado de trabalho”, salienta a presidente da associação.

Entre os destinos mais procurados, o Canadá ficou na 1ª posição do ranking de países, sendo mencionado entre os 3 primeiros colocados em 98% das vezes em que foi citado pelas agências de intercâmbios. O país é acompanhado pelos Estados Unidos (2ª colocação), Reino Unido (3ª colocação), Austrália (4ª colocação) e Irlanda (5ª colocação). No total, 36 destinos apareceram como opções dos brasileiros.

A qualidade de vida do país é o principal motivo apontado pelos 6.151 estudantes que também responderam a pesquisa, em todo o país, mas questões de segurança, cotação da moeda e cultura local interferem na escolha.  O estudo está na terceira edição, cobre todo o território nacional e é realizado pelo grupo Mobilidade Acadêmica.

A Pesquisa Selo Belta 2018 conta com o patrocínio da Extenda – Agência Comercial da Província de Andaluzia/Espanha e da Education New Zealand. Já o evento do lançamento da Pesquisa Selo Belta 2018 tem o patrocínio do Banco Nacional do Canadá, Shorelight Education, EC – English Language Centres e o ICEF – Connect Recruit Grow, além do apoio do Consulado Geral do Canadá e da  CCBC – Câmara do Comércio Brasil-Canadá.

Sobre a Belta

Criada há 25 anos, a Belta – Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio – tem como objetivo ampliar o mercado de educação internacional no país. A Belta investiu na promoção do segmento e na qualidade e confiabilidade dos programas internacionais oferecidos por suas associadas. Atualmente, as agências especializadas Selo Belta representam 75% do mercado de educação internacional, e a Belta reúne 17 associadas colaboradoras que são associações internacionais de instituições de ensino de idiomas e de ensino médio, universidades e redes de escolas internacionais, assim como prestadores de serviços afins ao segmento tanto do exterior como nacionais. A qualidade dessas empresas é atestada pelo Selo Belta, oferecendo credibilidade no Brasil e no Exterior.

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