Toquinho faz show em homenagem a Vinicius de Moraes, nesta quinta-feira, no Teatro Opus

30 de outubro de 2019 Artes e Cultura, Música
Toquinho faz show em homenagem a Vinicius de Moraes, nesta quinta-feira, no Teatro Opus

MINISTÉRIO DA CIDADANI

apresenta:

TOQUINHO & BANDA MANTIQUEIRA

Projeto Estação Jazz inicia com homenagem a Vinicius de Moraes. Apresentação ocorre no Teatro Opus, nesta quinta-feira (31/10), e celebra legado de um dos maiores e mais importantes compositores da música popular brasileira.

Primeira edição do Projeto Estação Jazz será marcada por três shows, sendo um deles em homenagem à obra de Vinicius de MoraesToquinho e Banda Mantiqueira alternarão momentos sozinhos e juntos. Durante o momento de união, os músicos interpretarão músicas do Poetinha.

Em momento solo, o repertório de cada um dos músicos contará com composições de Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque e Tom Jobim, sendo a grande maioria versões instrumentais criadas para o show.

A apresentação ocorre nesta quinta-feira (31/10)às 21h, no Teatro Opus. Os ingressos estão à venda pelo site Uhuu.com e pontos autorizados. Confira o serviço completo abaixo.

projeto Estação Jazz foi criado com a intenção de mostrar a universalidade e as diferenças de gêneros musicais, em particular o jazz feito no Brasil que se funde aos ritmos brasileiros. Toquinho e Banda Mantiqueira reproduzirão sucessos do poeta como Regra Três (Toquinho e Vinicius de Moraes), Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), Tarde em Itapuã (Toquinho e Vinícius de Moraes), entre outros clássicos, com arranjos criados especialmente para o show.

Toquinho não só foi um dos grandes parceiros musicais de Vinicius como também seu amigo. Suas histórias se cruzaram na década de 70 e juntos fizeram mais de 100 composições como Canto e contrapontoA bênção e Samba da volta. Já a Banda Mantiqueira teve início na década de 90 com Nailor Azevedo, o Proveta. O primeiro CD da banda (Aldeia) teve nominação no GRAMMY, na categoria de Melhor Performance de Jazz Latino, em 1998.

PROJETO ESTAÇÃO JAZZ
A iniciativa é destinada aos fãs de boa música instrumental e reúne grandes nomes da música brasileira em shows especialmente montados para o Estação Jazz. As próximas exibições serão com Yamandu CostaThiago Espirito Santo Edu Ribeiro (no espetáculo 10 anos depois) e a terceira e última apresentação esse ano contará com João Bosco e Hamilton e Holanda (no show eu vou pro samba). Além da alta qualidade musical, 10% dos ingressos serão destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade social com a finalidade de promover democratização de acesso à cultura. Uma parte dos ingressos, 20% de todos os setores, estarão à venda a preços populares.

TOQUINHO
Antonio Pecci Filho (Toquinho) nasceu em São Paulo, no bairro do Bom Retiro, em 6 de julho de 1946. Teve aulas com Paulinho Nogueira (primeiros e principais acordes), Isaías Sávio (violão erudito) e Léo Peracchi (orquestração). Gravou cerca de 85 discos, compôs mais de 500 músicas e fez cerca de 10mil shows pelo Brasil e pelo exterior. Tem como principais parceiros: Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, Francis Hime, Mutinho, Carlinhos Vergueiro, Gianfrancesco Guarnieri, Elifas Andreato, Paulo César Pinheiro. Suas maiores influências são Baden Powell, Edgard Gianullo e Oscar Castro Neves

Suas composições mais representativas são “Aquarela”, “Tarde em Itapuã”, “Que maravilha”, “Regra três”, “Escravo da alegria”, “O caderno”, “A casa”, “O pato”, “Na tonga da mironga do kabuletê”, “Samba de Orly”, “Carta ao Tom 74”, “Cotidiano n.º 2”, “Samba pra Vinicius”, “Canção pra Jade” e “Carolina Carol bela”. Com 50 anos de carreira, Toquinho prossegue em seus projetos mostrando técnica e sensibilidade em sua aquarela de sons e harmonias que conquistam plateias de todas as idades. Em 2017, Toquinho excursionou mais uma vez com sucesso por Espanha e Itália, onde se apresentou com Maria Creuza e Selma Hernandes.

Ainda com Maria Creuza, reviveu os tempos de “La Fusa”, apresentando-se no Teatro Grand Rex, em Buenos Aires, na companhia da exímia violonista paraguaia Berta Rojas, concerto que se repetiu em Montevidéu, em novembro. Com Ivan Lins e MPB4, repete o sucesso de 2015 e 2016, com vários shows em diversas cidades do país. Tem se apresentado frequentemente com João Bosco, além de outros parceiros da Bossa Nova, como Carlos Lyra, Roberto Menescal, Quarteto em Cy, Wanda Sá, Leila Pinheiro, Joyce Moreno. Com sua banda, incorporou a versatilidade da cantora Camilla Faustino. Suas mais recentes participações em CDs foram com a celista francesa Ophélie Gaillard (“Alvorada”), a pianista brasileira Eliane Elias (“Dance of time”) e a violonista Berta Rojas (“Felicidade”). Lançou o DVD Toquinho – 50 Anos de Carreira em dezembro de 2017, com a participação de Paulo Ricardo, Mutinho, Tiê, Anna Setton e Verônica Ferriani, com apoio do MinC e patrocínio da Klabin.

Em 2018, Toquinho excursionou pela Itália (solo) e Portugal (com Camilla Faustino e Proveta) e continua a série de shows comemorativos a seus 50 anos de música pelo Brasil. Em 2019 fez uma turnê na Espanha com a cantora Silvia Perez Cruz e Javier Colina e em outubro retorna à França em show com participação de Gabriel Sivac e Ophelie Gaillard e em Portugal com Camilla Faustino e Proveta. Acaba de gravar um novo CD de músicas inéditas e parceria com Paulo César Pinheiro a ser lançado pela Deck Disc.

BANDA  MANTIQUEIRA
A ideia do que é hoje a Banda Mantiqueira surgiu na cabeça do Nailor Azevedo, o Proveta, em 1983. Nessa época, ele morava com outros músicos numa república no baixo do Bixiga, em São Paulo. Nas conversas com Walmir Gil, um dos seus amigos mais próximos, comentava que “a big band é a melhor escola para o aperfeiçoamento do instrumentista pela necessária disciplina que essa formação impõe”.

Em 1985, formaram a Banda Aquarius e, em seguida, em 1985, veio o Sambop Brass sob a liderança do trombonista François de Lima, aonde Proveta e Walmir Gil eram integrantes e ajudaram na elaboração dos arranjos das músicas executadas pelo grupo.  A Banda Aquarius e o Sambop Brass fizeram sucesso em suas apresentações, mas tiveram vida breve e, lamentavelmente, por falta de oportunidade, não deixaram gravado em disco o trabalho realizado. Com confessa influência das orquestras de Severino Araújo, Thad Jones, Count Basie e Duke Ellington, Proveta procurou uma forma de contato com a obra dos grandes compositores brasileiros – Pixinguinha, Cartola, Nelson Cavaquinho, Tom Jobim, entre outros – e passou a escrever arranjos para as composições desses grandes mestres, contando com a imprescindível colaboração do trompetista Walmir Gil e do violonista e contrabaixista Edson Alves.

O processo seletivo dos músicos que compõem a banda decorreu de maneira natural. Buscou-se aos que também ansiavam por liberdade de expressão com a aplicação de uma linguagem com suingue brasileiro, embora a banda possa também enveredar por outros caminhos, levando em conta a universalidade da música. É inegável a forte influência que todos os seus componentes tiveram, como também acontece com a maioria dos músicos de todas as partes do mundo, ouvindo grandes jazzistas como Louis Armstrong, Miles Davis, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Sonny Rollins, John Coltrane, Phil Woods, J. J. Johnson, Elvin Jones, Herbie Hancock, Ron Carter, Mike Stern e também os brasileiros Formiga, Papudinho, Felpudo, Casé, Moacir Santos,  Bolão, J.T. Meireles, Raul de Souza, Maciel, Don Salvador, Maestro Branco,  Laércio de Freitas,  Heraldo do Monte, Edson Machado, e outros tantos.

Os integrantes, individualmente, exercem intensa atividade nos estúdios de gravação e figuram nas fichas técnicas dos mais importantes discos gravados por uma gama variada de artistas. Compõem, também, bandas que acompanham expressivas figuras do cenário artístico nacional e internacional – Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, João Gilberto, Gal Costa, Elis Regina, César Camargo Mariano, Hermeto Pascoal, Djavan, Edu Lobo, Burt Bacharat, Shirley Bassey, Anita O’Day, Joe Williams, Natalie Cole, Júlio Iglésias, Sadao Watanabe, entre outros. A Banda Mantiqueira iniciou suas apresentações tocando nos bares de São Paulo.

Primeiro, foi no Sanja Jazz Bar, em curta temporada. Depois, tocou no Bar Vou Vivendo durante quatro anos, sempre com casa lotada. Por seis anos, ocupou o palco do Supremo Musical, também com lotação esgotada. Acompanhou o cantor João Bosco no Parque Ibirapuera e no programa da TV Cultura – Bem Brasil.  Participou do Kaiser Bock Winter Festival, no Palace, em São Paulo, ao lado de Gal Costa, Guinga e Sérgio Santos. Apresentou-se em Lisboa-Portugal, na Expo-98 e também nos jardins do Palácio de Cristal na cidade do Porto, naquele país; participou do Free Jazz Festival com apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nos shows no Supremo notava-se, constantemente, presenças de importantes músicos como Paquito D’Rivera, Joshua Redman, César Camargo Mariano, Jane Duboc, Rosa Passos, Guinga, Nelson Ayres, Roberto Sion, Laércio de Freitas, Gil Jardim, Dori Caymmi, Arismar do Espírito Santo, Toquinho, Hermeto Pascoal, Teco Cardoso, Sizão Machado, entre outros. Nessas ocasiões, ocorreram memoráveis “canjas”.

O primeiro CD da banda – ALDEIA –  logrou obter nominação para o prêmio GRAMMY – a mais alta condecoração da indústria fonográfica mundial – na categoria de Melhor Performance de Jazz Latino, em 1998. Em outubro de 2000, foi lançado o segundo CD – BIXIGA – homenagem ao bairro paulistano onde moram grande parte dos músicos da banda. Em dezembro de 2000, a BANDA MANTIQUEIRA juntamente com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP fez quatro concertos de música popular brasileira, na Sala São Paulo, sob a regência do Maestro John Neschling. Esses concertos foram gravados em CD do selo da Osesp.

Empresários norte-americanos que estiveram presentes nesses concertos contrataram a Banda Mantiqueira para uma turnê nos Estados Unidos tendo a banda se apresentado em Costa Mesa; no Festival de Jazz de San Francisco, em Chicago e Michigan, recebendo elogiosas críticas publicadas nos importantes jornais americanos The Los Angeles Times e Chicago Tribune. Da parceria com a OSESP, além do disco gravado ao vivo nos concertos no final do ano 2000, resultou outro CD, este com a participação da cantora brasileira radicada nos Estados Unidos – Luciana Souza –, também gravado ao vivo em concertos que aconteceram no mês de dezembro de 2004, na Sala São Paulo.

Outra série de concertos com a OSESP e a cantora Monica Salmaso, aconteceu na Sala São Paulo, em dezembro de 2006. O que resultou dessa nova série de concertos está registrado no CD “OSESP – BANDA MANTIQUEIRA e MÔNICA SALMASO”, lançado pelo selo Biscoito Fino, em 2007. Em setembro de 2005, participou do Musikfest Bremen, na Alemanha, realizando 6 concertos, todos com grande sucesso. Em dezembro de 2005, lançou novo CD “Terra Amantiquira”, pelo selo Maritaca. Terra Amantiquira ganhou o Prêmio Tim de Música – Edição 2006 – como Melhor Álbum de Música Instrumental. Nessa mesma categoria, foi indicada e nominada ao Grammy Latino 2006.

Em 2008, na virada do ano, participou de concerto na Sala São Paulo com a OSESP e a cantora Mônica Salmaso, que foi transmitido ao vivo pela ARTE TV para diversos países da Europa. Em agosto de 2009, realizou memorável concerto na Sala São Paulo tendo como convidado o saxofonista e clarinetista cubano, radicado nos Estados Unidos – PAQUITO D’RIVERA. Iniciou, em setembro de 2011, a série de concertos e workshops do projeto BANDA MANTIQUEIRA – TURNÊ NACIONAL 2011, aprovado pelo Ministério da Cultura e patrocinado pela Petrobras. Nessa primeira fase do projeto foram visitadas as seguintes cidades: Jaboticabal – SP, Maringá – PR; Tatuí – SP, Varginha – MG, Campo Grande – MS e Itajaí – SC. Em outubro de 2011, participou do Brazil Festival in Amsterdam, na Holanda, realizando concerto no Concertgebouw com a Jazz Orchestra of The Concertgebouw. Em novembro de 2012, participou do Buenos Aires Jazz Festival, realizando concerto na Usina Del Arte.

Em novembro de 2013, participou novamente do Buenos Aires Jazz Festival, realizando concerto com a cantora Rosa Passos, no Gran Escenario. Em janeiro de 2016, participou do 10º Festival Internacional de Música de Cartagena, na Colômbia. Em janeiro de 2017, lançou o CD “Com Alma”, pelo Selo Sesc, com participações especiais de Cacá Malaquias, Romero Lubambo e Wynton Marsalis. Realizou quatro apresentações (dia 19, no Sesc São Carlos/SP, dia 20, no Sesc Jundiaí/SP, e dias 21 e 22, no Sesc Pompeia/SP) com a participação de Romero Lubambo.

FICHA TÉCNICA:
Toquinho (voz e violão)
Camila Faustino (voz)

Banda Mantiqueira:
Nailor Proveta – sax alto, clarinete, direção musical e arranjos
Ubaldo Versolato – sax barítono e flauta
Josué dos Santos – sax tenor e flauta
Cássio Ferreira – sax tenor, soprano e flauta
François de Lima – trombone de válvulas
Valdir Ferreira – trombone de vara
Walmir Gil, Odésio Jerico e Nahor Gomes – trompetes e flugelhorns
Thiago Alves – baixo acústico
Jarbas Barbosa – guitarra
Celso de Almeida – bateria
Fred Prince e Cleber Almeida – percussão

Produção:
Genildo Fonseca (direção de produção – Circuito Musical)
Roberto Bruzadin  (produtor executivo – Banda Mantiqueira)
Diógenes Fonseca (produtor executivo – Toquinho)
Andreas Schmidt (técnico de som – Toquinho)
Beto Gebhard – (técnico de som – Banda Mantiqueira)
Fernando Alvarez (roadie)


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