Farol Santander exibe pela primeira vez acervo de obras de arte da coleção Santander Brasil

25 de agosto de 2019 Artes e Cultura
Farol Santander exibe pela primeira vez acervo de obras de arte da coleção Santander Brasil

Farol Santander exibe pela primeira vez acervo de obras de arte da coleção Santander Brasil

  • Entre os destaques estão nomes como Di Cavalcanti, Tomie Ohtake, Alfredo Volpi, Milton Dacosta, Klaus Mitteldorf, Manabu Mabe, Portinari, Claudia Andujar, Victor Brecheret, entre outros
  • Mostra tem obra inédita de Bené Fonteles e pintura de Paulo Almeida que será modificada no espaço expositivo, dias antes da abertura

 

O Farol Santander exibe pela primeira vez parte do acervo de obras de arte, na exposição Contemporâneo, sempre – Coleção Santander Brasil.  A mostra tem curadoria de Agnaldo Farias e Ricardo Ribenboim e será aberta ao público no dia 27 de agosto.

A exposição apresenta um panorama de 70 anos da arte brasileira e reúne um conjunto significativo de pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e fotografias. Das mais de duas mil obras do acervo, foram escolhidos 64 trabalhos, divididos nas categorias Abstração, Retrato e Paisagem.

Uma obra que nunca foi exposta, do artista Bené Fonteles, na categoria Abstração, é uma das atrações esperadas. O trabalho, sem título, foi criado em 1980. Já a obra mais antiga é a escultura de Victor Brecheret, Tocadora de Guitarra (1923). E a mais recente, uma pintura do artista Paulo Almeida, parte da série “Palimpsestos”. O processo criativo da obra envolve modifica-la a cada nova exposição. O artista trabalhará no local e concluirá as alterações dias antes da abertura ao público.

Segundo Patricia Audi, vice-presidente executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander, “estamos compartilhando parte do nosso acervo em uma exposição cuidadosamente pensada, fruto de recentes reflexões curatoriais, para trazer a todos os visitantes novas possibilidades de leitura e compreensão da arte brasileira”. “O Farol Santander, um local tão icônico, onde passado, presente e futuro convivem, oferece mais uma vez à cidade de São Paulo uma opção de cultura, diversão e entretenimento”, conclui a executiva.

A expografia desenvolvida para ocupar o 24º andar do Farol Santander apresenta, por meio de sua segmentação em categorias, um olhar didático para o público, que permite compreender como cada uma dessas vertentes traduzem a história da arte brasileira.

“A exposição foi concebida reunindo em grupos, artistas de diversas épocas e variadas técnicas. Isso permite ao visitante compreender como cada uma dessas categorias perpassa a história da arte brasileira e da Coleção Santander Brasil”, explica Agnaldo Farias, um dos curadores da mostra.

“São trabalhos adquiridos no momento em que foram produzidos, e não quando os artistas já eram consagrados, e a compra de suas obras não implicava mais correr qualquer risco. Os jovens artistas sublinham o compromisso da instituição com a ousadia e a experimentação”, conclui Farias.

As escolhas contemplam diversos artistas fundamentais nesse recorte proposto pela curadoria: reunir figuras clássicas e contemporâneas da arte no país, ultrapassando as definições de tempo e se renovando a cada olhar.

Dentro das divisões estabelecidas pela curadoria, destacam-se artistas e suas respectivas obras: Abstração: Alfredo Volpi, Sem Título (1960); Tomie Ohtake, Sem Título (1978); Manabu Mabe, Voz da Selva (1969) Retrato: Di Cavalcanti, Mulata na Cadeira (1970); Milton Dacosta, Figura (1948); John Graz, Canoeiros (1975)Paisagem: Darel Valença, Sem título (1968); Candido Portinari, Cavalo, Casebre e Paisagem, (1959); Claudia Andujar, Conselho de homens Xicrin-Kayapo, Estado do Pará, Amazônia, 1966.

Outra referência sempre presente nas exposições do Farol Santander é a ligação do centro de empreendedorismo, cultura e lazer com a cidade de São Paulo. A obra que representa esse laço paulistano é uma fotografia de Klaus Mitteldorf, com o título O Centro (2008). O trabalho fará parte da categoria Paisagens.

Em cada uma das categorias, haverá uma obra representativa, destacada em projeto de acessibilidade, que disponibilizará relevos táteis e em alto contraste, legendas em braile e um áudio descrição. Os trabalhos contemplados no projeto são de Rubem Valentim, Sem título (1989); Klaus Mitteldorf, O Centro (2008) e Di Cavalcanti, Mulata na cadeira (1970).

Outros destaques que já estiveram em mostras pelo Brasil voltarão a ser expostos ao público, como a pintura Equilíbrio (1967), de Iberê Camargo e a tela Baile No Campo (1937), de Cícero Dias.

A exposição terá, ainda, um espaço multimídia desenvolvido pela Rizoma Edições Digitais, onde os visitantes poderão interagir a partir de uma projeção na parede, com imagens desconstruídas das obras expostas. O público poderá alterar as formas e cores projetadas com seus próprios gestos e movimentos.

Educadores estarão presentes no espaço para atendimento ao público espontâneo e grupos agendados. Para mais informações sobre dias e horários disponíveis para agendamento de visitas orientadas para grupos, entrar em contato no emailagendamentocs@base7.com.br.

Um traço característico do processo de formação da coleção Santander Brasil e, por consequência, desta exposição, é que, ao longo do tempo, foram adquiridas obras recém-produzidas, que refletiam a arte do momento da aquisição, fomentando assim o trabalho dos artistas em atividade.

Já a presença de artistas de fases anteriores reflete outra faceta da formação do acervo: a atenção voltada também para as movimentações e tendências do mercado de arte no país, que valoriza e resgata movimentos e artistas de outras épocas. Essa abordagem faz da Coleção Santander Brasil um conjunto sempre contemporâneo, ontem ou hoje.

A exposição é apresentada pelo Ministério da Cidadania, com patrocínio do Santander e produção artística da Base7 Projetos Culturais.

Coleção Santander Brasil

A Coleção Santander Brasil é formada por dois núcleos – artes visuais e memória institucional –, provenientes das diversas instituições bancárias que foram incorporadas ao Santander, desde o início da década de 1980.

O núcleo de artes visuais abriga muitos dos principais nomes das artes plásticas do país e contempla vários movimentos artísticos marcantes da história da arte, formando um amplo painel da produção e diversidade cultural brasileira.

As obras mais recentes foram adquiridas no momento em que foram produzidas, o que se pode verificar nas datas das criações. Esse modo de relacionamento com a produção artística sublinha o compromisso da instituição com a ousadia e a experimentação.

A coleção vem sendo ampliada nos últimos anos, por meio da aquisição de obras de arte contemporânea brasileira, majoritariamente fotografia, com trabalhos de nomes celebrados e/ou emergentes. Paralelamente, há um esforço de difusão – muitas dessas obras já participaram de exposições nas principais instituições museológicas do país.

Sobre o Farol Santander

O Farol Santander, um dos principais pontos turísticos de São Paulo, tem mais de um ano de vida e já recebeu mais de 500 mil visitantes e 6 exposições de arte, além de sua programação regular.

As atrações do Farol Santander ocupam 18 andares dos 35 do edifício com 161 metros que, por um longo período, foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul.

As novidades em 2019 incluem as aberturas do Bar do Cofre SubAstor, do Boteco do 28, da Cozinha Top Chef e do Restaurante do 29. Todos estes andares são dedicados à gastronomia, tema que ganha força como um dos eixos temáticos do Farol.

As visitas começam pelo hall do térreo e seguem até o mirante do 26º andar que, após a revitalização, ganhou uma unidade do Suplicy Cafés.

Serviço Farol Santander – Contemporâneo, sempre – Coleção Santander Brasil

Quando: 27/08/2019 a 05/01/ 2020

Onde: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)

Entrada acessível: Rua João Brícola, 32

Site Farol Santander: farolsantander.com.br

Funcionamento: terça a domingo

Horários: 09h às 20h (terça a domingo)

Ingressos: R$ 25,00 (visitação completa ao Farol Santander)

site e bilheteria física no local

Capacidade por andar: 60 pessoas

Brigada de incêndio e Seguranças: Efetivo total de 60 pessoas

Banheiros: 2 por andar – 1 masculino e 1 feminino (2º andar, 8º andar, 21º andar, 22º andar, 23º andar, 24º andar e no 26º andar)

Acessibilidade: Banheiros e elevadores adaptados, rampas de acesso

Saídas de emergência


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