Leandra Leal fala sobre o seu papel em ‘Aruanas’

18 de maio de 2020 Teatro, TV e Cinema
Leandra Leal fala sobre o seu papel em ‘Aruanas’

Leandra Leal fala sobre o seu papel em ‘Aruanas’

A atriz defende o trabalho dos ativistas ambientais e comenta o que mudou em sua vida ao participar da série
‘Aruanas’ chegou à TV aberta na semana passada, trazendo uma forte mensagem ambiental e aproximando o público de um tema urgente e necessário: a vida de quem luta contra os crimes na Amazônia. Na obra, Leandra Leal encarna Luiza, uma destemida ativista ambiental que, ao lado de Verônica (Taís Araújo), Natalie (Débora Falabella) e Clara (Thainá Duarte), doa a própria vida para defender o meio ambiente, equilibrando a vocação com os seus dramas pessoais.
No episódio que vai ao ar nesta terça-feira (5), Luiza e Clara invadem a mineradora KM para investigar suas ações ilegais. Na entrevista abaixo, a atriz conta um pouco sobre Luíza, os bastidores das gravações e o impacto de ‘Aruanas’ em sua vida.
Escrito por Estela Renner e Marcos Nisti, o thriller ambiental foi gravado na região da floresta Amazônica e em São Paulo. A série – uma a produção original da Globo exclusiva para o Globoplay, em coprodução com a Maria Farinha Filmes – conta com direção artística de Carlos Manga Jr, direção geral de Estela Renner, parceria técnica do Greenpeace e Pedro de Barros colabora com o roteiro.
‘Aruanas’ vai ao ar às terças-feiras, logo após ‘Fina Estampa’.
Quem é a Luiza? 
A Luiza faz parte de uma ONG ambiental chamada Aruana. Ela é uma mulher apaixonada pelo trabalho e pela causa. Muito destemida, mas também muito inconsequente. Na guerra que ela trava, é o soldado da linha de frente.
Qual a relação da Luiza com as outras personagens? 
Ela se conhecem desde a infância. Com a Verônica (Taís Araújo), a Luiza tem uma relação mais maternal. Já com a Natalie (Débora Falabella), elas são mulheres muito diferentes e as cenas envolvendo as duas personagens têm muita intimidade e são bastante transformadoras para ambas. Com a Clara (Thainá Duarte) o início da relação ainda é um teste, mas depois ela acaba se identificando com a menina e a “adota”.
Qual é a principal mensagem de Aruanas? 
É uma série que fala de luta, de tragédia ambiental, que traz dados assustadores de devastação e morte de ativistas. Mas também promove uma reflexão: é isso mesmo que queremos? Ainda dá tempo de consertar. Porque cada um é muito responsável também. Ela convoca a ação, o ativismo. É uma série que empodera as pessoas.
Qual é a importância de retratar a vida de ativistas ambientais?
O Brasil é um dos países que mais mata ativistas no mundo. Portanto, é importante que nós conheçamos quem são eles. A série consegue aproximar o público destas pessoas porque consegue retratá-los com a complexidade e com os problemas que todos nós, seres humanos, temos. A diferença é que eles têm esse ideal e essa paixão, acreditam na utopia de lutar por um mundo melhor. ‘Aruanas’ traz muita esperança.
O que mudou em você depois de interpretar a personagem? 
Eu me considero uma ativista desde sempre. Mas a questão ambiental era algo que eu tinha pouco conhecimento, e essa série me fez colocar essa pauta como urgência, porque é essencial para nossa sobrevivência como espécie. ‘Aruanas’ me despertou uma consciência ambiental. Pensei: “Preciso mudar meus hábitos como consumidora. Eu tenho poder. Eu moro num centro urbano, mas esse centro urbano também desmata a Amazônia. Preciso estar conectada com isso”. Acho que quem assiste também vai criar essa consciência e agir. A nossa não ação tem um preço a pagar.
Como foi gravar na Amazônia? 
Eu conheci a Amazônia com 34 anos e a primeira vez que pisei lá, pensei: “É uma grande falha de caráter minha não ter vindo aqui antes”. A região Norte é um lugar que temos dificuldade de nos apropriarmos, como se lá não fosse parte de nós também. Mas ela é.  Temos principalmente que ter respeito em escutar seu povo, e não falar por ele. Para mim foi muito transformador gravar na Amazônia. Quero voltar todo ano porque pra mim é um lugar muito mágico e muito regenerador, que além de tudo também me despertou um enorme senso de responsabilidade.

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