Susana Vieira volta aos palcos cariocas com ‘Uma Shirley Qualquer’, celebrando 60 anos de carreira

17 de setembro de 2021 Teatro, TV e Cinema
Susana Vieira volta aos palcos cariocas com ‘Uma Shirley Qualquer’, celebrando 60 anos de carreira

Com versão brasileira de Miguel Falabella, espetáculo estreia em 01 de outubro e marca a reabertura do Teatro XP Investimentos


A peça marca os 60 anos de carreira da atriz e chega a Portugal em 2022

 

Casada, mãe de dois filhos, Shirley Valentim convive com o pior tipo de solidão: aquela que se sente mesmo estando acompanhado. Atire a primeira pedra quem nunca conversou com as paredes em uma situação como essas! Elas podem não ser as companheiras mais eloquentes, mas ao menos sabem ouvir, qualidade cada vez mais rara. Que o diga Shirley! É com elas que a protagonista divide suas angústias, relembra as situações inusitadas – e mesmo engraçadas – que marcam sua trajetória e busca entender aonde foram parar seus sonhos. Shirley pode ser qualquer um de nós, mas ganha o corpo de Susana Vieira no monólogo ‘Uma Shirley Qualquer’, que estreia dia 01 de outubro, no Rio de Janeiro, com versão brasileira de Miguel Falabella e direção de Tadeu Aguiar. O espetáculo celebra os 60 anos de carreira da atriz e marca a reabertura do Teatro XP Investimentos, que estava com atividades suspensas desde março de 2020 por conta da pandemia.

A montagem é uma nova leitura para o clássico ‘Shirley Valentine’, de Willy Russel, que já teve encenações premiadas no Brasil e também um filme de sucesso. Susana fez uma breve turnê nacional em 2016, chegando a São Paulo em 2017, com direção do próprio Miguel FalabellaTadeu Aguiar assina a nova encenação, que estreia agora no coração da zona sul do Rio de Janeiro, no Jockey Club. Depois da temporada inicial, o espetáculo seguirá para Portugal, em fevereiro de 2022.  “Realizamos a desinfecção e higienização completas do Teatro XP Investimentos para receber o público e as produções, e também será exigido o Passaporte da Vacina para entrada do público e equipe. Estamos cumprindo todas as exigências da Organização Mundial da Saúde em relação ao espaço físico e optamos por aguardar para reabrir o espaço somente quando estivéssemos seguros para tal. Finalmente esse momento chegou!”, conta Luiz Guilherme Niemeyer, um dos sócios do espaço.

A peça traz essa protagonista solitária que decide conhecer a Grécia, ao lado de sua melhor amiga Wanda, sem a família, nem mesmo Joel, o marido controlador. Shirley decide embarcar nessa viagem – uma divertida jornada ao encontro do seu verdadeiro eu. Shirley está cansada da indiferença do marido, cuja principal preocupação é saber se terá carne no jantar. Os filhos Milandra e Jorge cresceram e só lembram da mãe na hora dos problemas. Com o passar dos anos, no lugar da mulher cheia de anseios e vontade de viver, só resta aquela que se deixa levar por situações comuns do dia a dia, que nem de longe se parece com a figura que protagoniza as boas memórias que tem da juventude.

Quando Shirley Valentim transformou-se em uma Shirley qualquer?  Atrás dessa resposta, ela cria coragem e embarca com destino à Grécia escondida de Joel. É um voo rumo à liberdade, à possibilidade de reencontro com a menina sonhadora e cheia de vida que Shirley foi um dia.

A protagonista fala do ser humano, daquele instante em que se percebe que o tempo passou e a vida ficou parada em alguma esquina. Mostra que nunca é tarde para recomeçar e tomar um bom vinho branco para encarar os fatos com leveza e bom humor, até quando tudo parece estar dando errado. Os dilemas de Shirley são tão dela quanto nossos e podem fazer parte da rotina de qualquer espectador.

O espetáculo conquista plateias do mundo inteiro desde sua primeira versão, em 1986, quando estreou em Londres, sendo agraciado com o prêmio Laurence Olivier Awards de melhor comédia e melhor atriz (Pauline Collins). Em 1989, entrou em cartaz na Broadway e Pauline Collins levou para casa o Tony Award. No mesmo ano, estreou a versão cinematográfica, também com Pauline Collins, indicada ao Oscar e Globo de Ouro, e vencedora do British Academy Film Award.

No Teatro XP Investimentos, todo o público conseguirá ter uma boa experiência pelo compromisso do espaço com a acessibilidade. Desde a parte física, com fácil acesso para pessoas em cadeiras de rodas, acima do peso e com mobilidade reduzida, até a mostra das peças, que com tradução em libras, legendas descritivas eletrônicas, programas em braile e audiodescrição de cenas. “Também é possível fazer o agendamento de visitas guiadas para que deficientes visuais possam conhecer a cenografia dos espetáculos e ter uma verdadeira imersão na montagem”, destaca Niemeyer.

O encontro de Susana e Shirley

Susana Vieira apaixonou-se pela peça à primeira leitura. “Quando Miguel me entregou o texto, fiquei encantada, fascinada pelo humor da personagem, pela força e coragem que ela tem de ir atrás da felicidade. Shirley vai à luta. Todas nós mulheres temos várias coisas dela, por mais diferentes que possamos ser”, conta. A atriz ressalta que, apesar da dureza da vida, Shirley jamais perde o bom humor. E, se as paredes são a companhia da personagem, Susana tem a plateia como confidente: “É um monólogo, mas não me vejo sozinha em cena. Somos o público e eu”, celebra.

O texto passeia pela comédia com muita sutileza, gerando uma identificação imediata do público. A versão de Miguel Falabella, assim como o original de Willy Russel, traz um olhar afetivo sobre o ser humano e as relações familiares. Com uma abordagem longe de estereótipos e personagens cheios de verdade e sede de vida, o espectador é levado da gargalhada ao nó no peito em segundos. “O humor é a forma mais verdadeira e humana de chegar ao coração das pessoas”, exalta Falabella.

A parceria entre Susana e Miguel tem uma longa história e rendeu um dos maiores sucessos do teatro brasileiro: a peça ‘A Partilha’ (1990), que gerou a bem-sucedida continuação ‘A Vida Passa’ (2000). “Eu e Susana tivemos um encontro de vida e estamos sempre juntos, é uma festa”, vibra Falabella. A recíproca é verdadeira e a atriz garante que trabalhar junto com o autor e diretor mudou sua carreira. “A minha vida artística se divide entre antes e depois do Miguel. Tenho uma carreira muito feliz, mas a ‘A Partilha’ nos uniu para sempre. É um prazer imenso, porque ele é um grande autor. E, como somos dois comediantes, damos risada de tudo o tempo todo. Temos o mesmo tempo de comédia. Somos amigos para sempre”, festeja Susana.

Ficha Técnica

Versão Brasileira – Miguel Falabella
Direção – Tadeu Aguiar
Figurino – Karla Vivian
Trilha Sonora – Sérvulo Augusto
Cenografia – Natália Lana
Programação Visual – Letícia Andrade
Produtor Executivo: Edgard Jordão
Realização – Polo BH e Jordão Produções

SERVIÇO:

Estreia:  01 de outubro
Temporada: até 31 de outubro
Local: Teatro XP Investimentos (Jockey Club Brasileiro – Av Bartolomeu Mitre -1110 – Leblon
Horários: Sextas e sábados: 21h
Domingo: 19h
Preço: R$ 100,00 (inteira) / R$ 50,00 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min

www.teatroxpinvestimentos.com.br


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