“Tom na Fazenda” no Teatro Petra Gold de 1 a 16 de fevereiro

30 de janeiro de 2020 Teatro, TV e Cinema
“Tom na Fazenda” no Teatro Petra Gold de 1 a 16 de fevereiro

“Tom na Fazenda” em nova temporada no Teatro Petra Gold de 1 a 16 de fevereiro

  • Obra do premiado autor canadense Michel Marc Bouchard aborda a inabilidade do indivíduo para lidar com o preconceito, violência e fracasso.
  • Idealizador do projeto, Armando Babaioff assina a tradução do texto e divide a cena com Soraya Ravenle, Gustavo Vaz e Camila Nhary. Direção de Rodrigo Portella.
  • Espetáculo vencedor dos prêmios da Associação de Críticos de Teatro de Québec, Cesgranrio, Shell, APTR, Botequim Cultural, Questão de Crítica e Cenym. 

Crédito imagens: Renato Mangolin, Guto Garrote, José Limongi, Matheus José Maria, Roberto Peixote

Em cartaz desde março de 2017, o espetáculo “Tom na Fazenda” estreia a nona temporada em 1º de fevereiro (sábado) no Teatro Petra Gold. Idealizado pelo ator e produtor Armando Babaioff, que também assina a tradução, a montagem tem apresentações de sexta a domingo, às 19h30, até 16 de fevereiro. Dirigida por Rodrigo Portella, a peça traz no elenco Gustavo Vaz, Camila Nhary e Soraya Ravenle (substituindo Kelzy Ecard), além do próprio Babaioff. Desde sua estreia, “Tom na Fazenda” fez 185 apresentações e já foi vista por mais de 25 mil pessoas.

A peça é baseada na obra Tom à la Farme, do autor canadense Michel Marc Bouchard. Foi numa conversa com um amigo que Babaioff tomou conhecimento do filme Tom na Fazenda (2013), adaptação da peça homônima, com direção do franco-canadense Xavier Dolan. Arrebatado pela obra, o ator começou a traduzir a peça, que aborda a inabilidade do indivíduo para lidar com o preconceito, a impotência, a violência e o fracasso.

Em cena, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai a uma fazenda no interior para o funeral de seu companheiro. Ao chegar, descobre que a sogra (Soraya Ravenle) nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay. Nesse ambiente rural e austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada pelo truculento irmão (Gustavo Vaz) do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complicada dependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.

“No ano em que traduzi a peça, 347 pessoas foram assassinadas pelo simples fato de serem quem eram. O Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo, mais do que nos 13 países do Oriente e da África onde há pena de morte aos LGBT. O que me fascina em Tom na Fazenda é essa possibilidade de falar de assuntos que eu realmente acho necessário. Eu sinto essa necessidade de dizer para o mundo verdades das quais eu acredito”, diz Babaioff. “Manter o espetáculo em cartaz enquanto tiver público para nos assistir se tornou uma regra. Temos que resistir neste tempo em que a cultura é atacada de uma forma muito covarde e cruel”, completa Babaioff.

Tom na Fazenda” conta uma história bastante comum entre jovens de várias gerações, mesmo de culturas diferentes. No Canadá, no Brasil, no Oriente Médio, no Japão ou na África do Sul, homens e mulheres jovens aprendem a mentir antes mesmo de aprenderem a amar. As famílias, guardiãs das normas sobre a sexualidade, garantindo sempre a heteronormatividade, inserem nos próprios membros a semente da homofobia.

“Todo redemoinho que devastará a vida dos que fogem das normas surge no núcleo de suas próprias famílias”, comenta Rodrigo Portella, que opta, mais uma vez por uma encenação com poucos elementos para que as sutilezas das relações propostas pelo texto se sobressaiam. “Bouchard compôs uma obra de estrutura impecável. Ele vai fundo nas contradições dos seus personagens, o que os torna muito próximos de nós”, acredita o diretor.

TRAJETÓRIA DO ESPETÁCULO

 

Tom na Fazenda” estreou no Rio de Janeiro em março de 2017 no Oi Futuro, com patrocínio da Oi. As temporadas seguintes no Rio de Janeiro — nos teatros SESI Centro, Dulcina, Poeirinha, Cesgranrio, Leblon e no Imperator —, quase sempre com ingressos esgotados, no entanto, não tiveram qualquer recurso vindo de leis de incentivo. Este ano, o espetáculo vai circular pelo Canadá, Estados Unidos e França. De 3 a 12 de março, “Tom na Fazenda” cumpre temporada no Usine C, em Montreal, e, no dia 20 do mesmo mês, haverá uma apresentação no Quick Center for the Arts, em Connecticut. De 3 a 26 de julho, a peça faz parte da programação do Festival de Avignon.

Esta não é a primeira vez que “Tom na Fazenda” ganha carreira internacional. Em junho de 2018, o espetáculo foi apresentado no Festival TransAmériques (FTA), em Montreal, no Canadá –  um dos mais importantes eventos de artes cênicas do mundo —, com legendas em inglês e francês. A indicação foi do próprio autor da obra, o dramaturgo canadense Michel Marc Bouchard, que mora em Montreal e assistiu à peça em sua estreia, no Rio. As três apresentações naquele país renderam à peça o prêmio de melhor espetáculo estrangeiro pela Associação de Críticos de Teatro de Québec.

SERVIÇO

TOM NA FAZENDA

Temporada: de 1 a 16 de fevereiro de 2020.

Apresentações: de sexta a domingo, às 19h30.

Local: Teatro Petra Gold – Sala Marília Pêra. Rua Conde de Bernadotte 26, Leblon. Tel.: 2529-7700.

Ingressos: R$ 70 (sexta e sábado) e R$ 80 (domingo) – meia-entrada para os casos previstos em lei.

Duração: 120 min. Lotação: 400 lugares. Classificação etária: 18 anos.

Facebook e Instagram: @tomnafazenda

FICHA TÉCNICA

Texto: Michel Marc Bouchard.

Tradução: Armando Babaioff.

Direção: Rodrigo Portella.

Elenco: Armando Babaioff, Soraya Ravenle, Gustavo Vaz e Camila Nhary.

Cenografia: Aurora dos Campos.

Iluminação: Tomás Ribas.

Figurino: Bruno Perlatto.

Direção Musical: Marcello H.

Guitarras e violões: Jr Tostoi e Marcello H.

Preparação Corporal: Lu Brites.

Coreografia: Toni Rodrigues.

Programação visual: Bruno Dante.

Mídias Sociais e Contrarregra: Egídio La Pasta.

Hair Stylist: Ezequiel Blanc.

Assistente de cenografia: Manu Libman.

Assistente de figurino: Luísa Marques.

Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela.

Produção executiva: Milena Monteiro.

Produção: Galharufa Produções.

Idealização: ABGV Produções Artísticas 


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